Sistemas educativos são chamados a participar activamente na batalha contra covid-19 – defende ministra da Educação

Cidade da Praia, 18 Nov (Inforpress) – A ministra da Educação considerou hoje que neste contexto da covid-19 os sistemas educativos são chamados para “travar uma batalha sem precedentes” para garantir a continuidade e o direito de uma educação de qualidade, inclusiva e equitativa.

Maritza Rosabal fez esta consideração ao presidir à abertura, por videoconferência, do debate sobre “Educação no contexto Covid-19” realizado no âmbito da XI Reunião dos Ministros da Educação nos Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Neste momento de incertezas e de ameaças, mas também de esperança, segundo a governante, os sistemas educativos são chamados, por um lado, a “travar uma batalha sem precedentes” para garantir a continuidade e o direito de uma educação de qualidade, inclusiva, equitativa e ao longo da vida para todos, tal como preconiza o Objectivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 04.

Por outro lado, sublinhou, os sistemas educativos são chamados a participar activamente na batalha contra a covid-19, isto é, são mesmo também uma “frente de batalha” contra o vírus.

Por tudo isso, a ministra destacou o trabalho conjunto realizado pelas equipas e especialistas dos ministérios da Educação dos países da CPLP em diversos projectos que têm contribuído para o reforço e a consolidação da qualidade da educação nos contextos nacionais.

Este trabalho, prosseguiu, tem reforçado o papel da CPLP, enquanto organização de plataforma de partilha de boas experiências e de prática em matéria da educação e informação.

Neste mundo em constante transformação, sublinhou, torna-se imperativo uma reflexão constante sobre o funcionamento do sistema educativo, em geral e em particular, e requer, neste contexto, o reforço das competências fundamentais, das linguísticas e das competências das ciências.

Temas como o incremento das qualificações profissionais docentes, o alinhamento de política de formação de professores, o reforço da avaliação das aprendizagens, o caso do ensino inovador desafiante, elencou, merecem toda a atenção da CPLP.

“Elas colocam uma reflexão profunda conjunta e, sobretudo, neste espaço de diálogo que é a CPLP. Esses elementos deverão estar na base do trabalho para a elaboração do Plano de Acção de Cooperação Multilateral no Domínio da Educação da CPLP para o período 2021- 2026, alinhado com a agenda 20/30 das Nações Unidas”, acentuou.

Maritza Rosabal destacou ainda a colaboração atingida pela comunidade no processo da mobilidade.

Entretanto, com vista a atingirem um novo patamar de colaboração e para que a mobilidade seja uma realidade efectiva para a população, precisou, falta um trabalho de “harmonização, de normativos legais, de cooperação técnica e de procedimentos e de práticas institucionais”.

Cabo Verde que tem a presidência da CPLP espera o engajamento, experiência e solidariedade de todos os estados-membros para ultrapassarem os “imensos desafios” que o contexto actual os coloca em “converter sonhos em realidade”.

A ministra aproveitou para reafirmar o engajamento de Cabo Verde para que continue a ser fortalecida e ampliada a cooperação no âmbito da educação.

Reiterou o compromisso do País em garantir que a educação continue a ser um “símbolo da formação, da igualdade e de oportunidade, de práticas equitativas e um o factor fundamental na construção de uma sociedade mais justa e mais eficiente”.

AM/ZS

Inforpress/Fim

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