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Sissoco Embaló quer mesmo tratamento que é dado aos cabo-verdianos na Guiné para guineenses em Cabo Verde (c/áudio)

Cidade da Praia, 08 Jul (Inforpress) – O Presidente da República da Guiné-Bissau, Umasso Sissoco Embaló, disse hoje, na Praia, lamentar e não compreender porque é que os guineenses que nascem e vivem em Cabo Verde tenham tantas dificuldades em conseguir a documentação cabo-verdiana.

O chefe de Estado guineense, que se encontra de visita oficial à Cabo Verde e falava à imprensa após um primeiro encontro com o seu homólogo cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, pediu o mesmo tratamento que é dado aos cabo-verdianos na Guiné para os guineenses que residem no arquipélago.

“Eu lamento sinceramente. Não percebo. Isso na Guiné não ia acontecer com os cabo-verdianos”, disse.

“Nunca um cabo-verdiano na Guiné precisa de ter um documento de Cabo Verde ou da sua Embaixada. Só vão à Embaixada de Cabo Verde para se inscrever para que quando queiram votar possam votar. De resto não precisa. Basta dizer que sou cabo-verdiano, por inerência é guineense”, acrescentou.

Sissoco Embaló adiantou que no seu país os cabo-verdianos não precisam de ter um estatuto especial porque ao chegar na Guiné-Bissau já são guineenses e, por isso mesmo, quer essa reciprocidade no tratamento.

Acrescenta que, mesmo no quadro da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Cabo Verde tem um tratamento diferenciado por considerar que o povo da Guiné e de Cabo Verde são povos irmãos, com a mesma história de luta.

“Um senegalês ou outro povo não tem o mesmo estatuto que o povo cabo-verdiano na Guiné, pela nossa história. E penso que a reciprocidade é muito importante. Por isso que eu peço ao senhor Presidente e ao Governo cabo-verdiano que é muito importante ter isso em consideração, que o povo guineense não é imigrante em Cabo Verde. É povo cabo-verdiano, assim como acontece com os cabo-verdianos na Guiné”, disse.

O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, por sua vez, admitiu que Cabo Verde precisa fazer mais pela comunidade guineense no arquipélago, estimada em mais de 10 mil pessoas.

“Eu, como Presidente da República, sempre admiti isso. Acho que podemos fazer mais em Cabo Verde em relação à comunidade guineense. Sempre defendi que os guineenses devem ter um tratamento especial pelas razões históricas e de irmandade que temos”, disse.

Jorge Carlos Fonseca declarou-se, entretanto, satisfeito em saber da parte do Governo cabo-verdiano que no âmbito da revisão da nacionalidade essa questão vai ser revista no sentido haver um tratamento diferenciado aos guineenses como os cabo-verdianos têm na Guiné.

Durante a sua visita de quatro dias a Cabo Verde, Sissoco Embalo será recebido numa visita de cortesia pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, desloca-se à Cidade Velha enquanto Património Mundial da Humanidade pela Unesco, e a uma série de instituições nas ilhas de Santiago e São Vicente.

Esta visita acontece, segundo alguns observadores, num momento de “forte reforço das relações” entre os dois países e, também, antes da cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), prevista para os dias 16 e 17 deste mês, em Luanda, Angola.

MJB/CP

Inforpress/fim 

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