SISCAP pede esclarecimentos sobre situação dos 50 trabalhadores da Electra que vão para AdS

 

Cidade da Praia, 29 Set (Inforpress) – O Sindicato da Indústria Serviços Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP) pediu hoje que o Governo clarifique algumas decisões antes que os 50 trabalhadores da empresa da Electra, ligado ao sector da água, serem afectados à empresa Águas de Santiago (AdS).

Depois de terem tido acesso a um diploma provisório do Governo, com uma lista de 50 trabalhadores que vão ser transferidos para a Câmara Municipal da Praia, com vista à sua afectação à empresa Águas de Santiago, o SISCAP questionou hoje durante uma conferência de imprensa sobre vários pontos que não estão neste documento e o facto de a autarquia também não ter lugar para encaixar todos esses trabalhadores.

Segundo o representante do SICAP, Joaquim Furtado, o diploma ainda não foi aprovado pelo Governo, mas os trabalhadores tiveram acesso a este documento e não estão nada satisfeitos com o conteúdo do mesmo.

O problema de fundo, explicou, é que esses trabalhadores através de um acordo colectivo de trabalho adquiriram alguns direitos e regalias, entretanto, este diploma refere somente ao   contingente de energia, sem explicar a modalidade, enquanto o subsídio de férias, e o 13º mês não estão absorvidos no diploma.

“O diploma fala da complementaridade do salário que deixa os trabalhadores muito preocupado, porque a AdS vai pagar uma parte do salário e a outra parte pode vir a ser suportado pela câmara (…). Os trabalhadores pedem que o salário seja feito por apenas uma entidade”, solicitou.

No que toca ao processo da reforma antecipada, o diploma estabelece que seja de 50 anos, mas os trabalhadores pedem que seja diminuído para 45 anos e, questionam ainda quem é que vai pagar essa aposentadoria, se é o Instituto Nacional de Previdência Social ou Fianças Públicas.

Joaquim Furtado informou ainda que esses trabalhadores vão para a AdS para um período de três anos e transcorridos esse tempo, eles têm que passar para o quadro pessoal da Electra mediante um concurso.

Chamou a atenção ainda que pode haver um retrocesso a nível salarial, pois, a tabela salarial aplicada pela AdS é diferente da Electra.

“Os trabalhadores antes de irem para a câmara ou AdS querem estar esclarecidos para que não tenham sobressaltos. Já solicitamos um encontro com o ministro da Agricultura e Ambiente, porque queremos todos os direitos adquiridos salvaguardados”, disse, referindo que antes de o diploma ser aprovado querem ver tudo esclarecido.

Diante de todas essas situações, os trabalhadores preferem ir para reforma antecipada se for reduzida para 45 anos, uma vez que a maioria deles já atingiu esta idade, excepto um que tem apenas 35 anos.

Joaquim Furtado, espera que seja o SISCAP, quem representa os trabalhadores, a ser ouvido pelo Governo antes da aprovação deste diploma e não a central sindical.

Por sua vez, Inácio Mendes, membro da Comissão dos Trabalhadores da Electra reforçou que estão perante uma situação de “aflição e de tirar o sono”, porque todos estão com um futuro “incerto”.

Este documento para os trabalhadores é “penalizante”, porque “nada está esclarecido”, disse.

Inácio Mendes aproveitou para questionar “qual é o salário que vão levar para a reforma, quem é que os vai pagar enquanto esta proposta de lei não sair e qual é a modalidade do pagamento, ou se vão ficar em casa sem receber”.

Acrescentou ainda que há canalizadores da Electra que não foram afectados à AdS, e esta por sua vez contratou novos canalizadores, enquanto os antigos estão “sentados no quintal da Electra” sem nada por fazer.

AM/FP

Inforpress/Fim

 

 

 

 

 

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