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Síria: Rússia nega ter usado defesa antiaérea contra ataque dos EUA e aliados

Moscovo, 14 Abr (Inforpress) – A Rússia não usou os seus sistemas de defesa antiaérea na Síria para contrariar os bombardeamentos ocidentais contra as instalações do regime de Damasco, declarou hoje o Ministério da Defesa russo.

Os Estados Unidos e aliados dispararam mais de 100 mísseis contra a Síria e “um número significativo” dessas armas foram abatidas pela defesa aérea das forças sírias, sublinhou.

“Os sistemas de defesa antiaérea russos em território sírio não foram usados para contrariar os ataques de mísseis” dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido, explicou o Ministério, citado pelas agências noticiosas russas.

“Mais de 100 mísseis de cruzeiro e mísseis ar-terra foram lançados pelos Estados Unidos, Reino Unido e França a partir do mar e do ar contra objectivos sírios militares e civis”, indicou o Ministério russo em comunicado, citado pela agência oficial RIA Novosti.

Os mecanismos de defesa antiaérea russos presentes na Síria não foram usados, reiterou.

Nenhum dos mísseis ocidentais atingiu as zonas protegidas pelas defesas antiaéreas russas, em redor das suas bases em Tartus e Hmeimim, na Síria, acrescentou a mesma fonte.

O Ministério russo precisou que os mísseis foram disparados a partir de navios norte-americanos no mar Vermelho, por aviões que sobrevoavam o Mediterrâneo e por bombardeiros estratégicos norte-americanos oriundos da base aérea de Al-Tanf, no sudeste da Síria.

Os EUA, a França e o Reino Unido realizaram hoje uma série de ataques com mísseis contra alvos associados à produção de armamento químico na Síria, em resposta a um alegado ataque com armas químicas na cidade de Douma, Ghuta Oriental, por parte do governo de Bashar al-Assad.

A ofensiva consistiu em três ataques, com uma centena de mísseis, contra instalações utilizadas para produzir e armazenar armas químicas, informou o Pentágono.

O presidente dos EUA justificou o ataque como uma resposta à “acção monstruosa” realizada pelo regime de Damasco contra a oposição e prometeu que a operação irá durar “o tempo que for necessário”.

O embaixador da Rússia em Washington, Anatoli Antonov, advertiu que este ataque “não ficará sem consequências”.

Peritos da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) tinham previsto iniciar hoje uma investigação sobre o alegado ataque com armas químicas.

A missão recebeu um convite do Governo sírio, sob pressão da comunidade internacional.

Mais de 40 pessoas morreram e 500 foram afectadas no ataque de 07 de Abril contra a cidade rebelde de Douma, em Ghuta Oriental, que segundo organizações não-governamentais no terreno foi realizado com armas químicas.

A oposição síria e vários países acusam o regime de Al-Assad da autoria do ataque, mas Damasco nega e o seu principal aliado, a Rússia, afirmou que o ataque foi encenado com a ajuda de serviços especiais estrangeiros.

Lusa/Fim

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