Síria: Ministros dos Negócios Estrangeiros da Rússia e EUA discutem ataque químico

Moscovo, 22 Abr (Inforpress) – O chefe da diplomacia russa, Sergueï Lavrov, lamentou, sexta-feira, numa conversa telefónica com o homólogo norte-americano, Rex Tillerson, a oposição de Washington a uma proposta da Rússia e Irão para investigar o alegado ataque químico na Síria.

“Uma conversa telefónica entre o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergueï Lavrov, e o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, aconteceu, por iniciativa norte-americana”, indicou a diplomacia russa em comunicado.

Nesta conversa, Lavrov “lamentou a oposição dos Estados Unidos na Organização para a Interdição de Armas Químicas (OIAC) à iniciativa (…) de enviar para a Síria inspectores para verificar as informações sobre o recurso a gás sarin em Khan Cheikhoun” na Síria, a 04 de Abril, precisou o comunicado.

Lavrov e Tillerson “concordaram sobre (…) examinar novamente a possibilidade de iniciar uma investigação objectiva sobre o incidente, sob a égide da OIAC”, indica a nota.

Os dois concordam também que seja criado “o mais rapidamente possível um grupo de trabalho (…) responsável por encontrar uma solução para remover os pontos de fricção nas relações bilaterais”, que atravessam um momento difícil, em particular devido à crise ucraniana e ao conflito na Síria, acrescenta o comunicado.

O Departamento de Estado norte-americano publicou um comunicado ao início da noite de sexta-feira, precisando que os dois homens discutiram problemas bilaterais, “incluindo a investigação da OIAC sobre a utilização de armas químicas pela Síria a 04 de Abril”.

Tillerson “reiterou o seu apoio ao mecanismo de investigação existente da OIAC”.

A Organização para a Interdição de Armas Químicas rejeitou na quinta-feira a proposta de Moscovo e Teerão para formar uma nova equipa para investigar o ataque químico na Síria em Abril.

A proposta dos dois países não teve em conta a já existência de uma investigação da OIAC ao ataque que causou 87 mortos, incluindo 31 crianças, na pequena vila controlada pelos rebeldes na província de Idlib.

Moscovo e Teerão queriam também que os investigadores se deslocassem à base aérea de Shayrat, atingida pelos Estados Unidos em resposta ao ataque químico, para “verificar as alegações relativas ao armazenamento de armas químicas” no local.

Lusa/fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos