SIPROFIS reconhece ganhos, mas diz que ainda faltam pendências de muitos docentes por resolver (c/áudio)

Assomada, 23 Abr (Inforpress) – O presidente do Sindicato dos Professores da ilha de Santiago (SIPROFIS) reconheceu hoje que as reivindicações da classe docente vêm sendo atendidas pela tutela, mas afirma que ainda faltam pendências de muitos profissionais por resolver.

Abraão Borges, que falava em declarações à Inforpress no âmbito do Dia do Professor Cabo-verdiano, assinalado hoje, apontou a título de exemplo o subsídio por não redução da carga horária como um dos direitos adquiridos dos docentes e que não vinham sendo postos em prática.

Entretanto, avançou, a este propósito, que o Governo, através do secretário de Estado para a Educação, Amadeu Cruz, garantiu esta segunda-feira, 22, que todas as pendências desde 2010 vão ser resolvidas ao longo de 2019.

Questionado sobre qual é o maior desafio dos professores actualmente em Cabo Verde, Abraão Borges respondeu que o “grande desafio” é a formação para as educadoras do ensino pré-escolar, que considerou de “alicerce” para se atingir a qualidade da educação no futuro.

Nesse sentido, e tendo em conta que hoje a nível do ensino básico e secundário para se entrar na carreira os professores têm que estar licenciados, defendeu a aposta na formação dessas educadoras de infância.

Na ocasião, avançou ainda que o sindicato já entregou os normativos que vão permitir que esta classe tenha o seu estatuto, tendo perspectivado “dias melhores”, segundo disse, “para que se possa ter de facto uma educação de qualidade que todos almejam”.

Para celebrar o Dia do Professor Cabo-verdiano a SIPROFIS promoveu esta segunda-feira em Assomada, Santa Catarina, uma conferência internacional sob o lema “A educação e o papel dos professores no alcance dos ODS 4”.

Para além desta conferência internacional que reuniu professores e delegados do Ministério da Educação (ME) de diferentes concelhos da ilha de Santiago, e dirigentes do Ministério da Educação, a SIPROFIS realiza hoje, uma aula magna sob o tema “Financiar o futuro: educação agora” a ser ministrada pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

O Dia do Professor Cabo-verdiano, que coincide com o Dia Mundial do Livro, foi estabelecido em homenagem a Baltasar Lopes da Silva, um dos romancistas mais lidos do país com a obra Chiquinho de 1947, nascido a 23 de Abril de 1907, no Caleijão, ilha de São Nicolau.

FM/FP

Inforpress/Fim

 

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