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SINTSEL anuncia três dias de greve dos vigilantes por incumprimentos das empresas (c/áudio)

Cidade da Praia, 13 Jul (Inforpress) – O presidente do SINTSEL anunciou hoje que os trabalhadores de segurança privada iniciarão mais uma greve de três dias, a partir de 14 de Julho, por incumprimento do Acordo Colectivo de Trabalho e a respectiva grelha salarial pelas empresas.

“Mais uma vez estamos aqui para demonstrar o nosso descontentamento perante uma situação que vem prejudicando gravemente os vigilantes no sector de segurança privada”, começou por dizer Manuel Barros, em conferência de imprensa na Cidade da Praia, reconhecendo que “o Governo criou um mecanismo”, mas que “não está a ser cumprido” pelas empresas de segurança privada.

Entretanto, o sindicalista afirmou que “o Governo é o maior culpado”, porque deveria estar a estabelecer ordens, pondo, por exemplo, intuições como o Ministério da Administração Interna e a Inspecção Geral do Trabalho, a não deixar que as empresas ficassem à vontade e a fazer o que bem entendem.

“Cada um faz o que bem entende. Quando uma empresa mostra que no sector público esse mecanismo serve, mas não serve para o privado, quer dizer fica uma contradição, por isso, os vigilantes tomaram uma decisão de partir para a greve”, continuou.

Ainda nas suas declarações, Manuel Barras, avançou que na segunda-feira, 12, houve um encontro de conciliação entre o sindicato e as empresas, mas que não se chegou a um entendimento, “porque as empresas não levaram algo que dê satisfação aos vigilantes”.

“Já estavam preparados para a greve. Levaram uma lista com nome dos vigilantes para o serviço mínimo. Quando é assim não se chega a um entendimento porque não há vontade”, sublinhou.

Relativamente a abrangência desta greve, Manuel Barros, disse que sendo o Sindicato Nacional dos Agentes de Segurança Pública e Privada, Serviços, Agricultura, Comércio e Pesca (SINTSEL), ainda uma organização recente, não tem sócios em todas as ilhas, apenas em Santiago e Boa Vista, mas que, mesmo assim, pedem aos vigilantes nas outras ilhas se solidarizam com eles nesta greve.

Esmiuçando as reivindicações, explicou o sindicalista que há o incumprimento por parte das empresas privadas de um acordo coletivo de trabalho e a respectiva grelha salarial em que assumiram um compromisso de que em Maio de 2021 seria implementada, isso além das promoções e progressões.

“Nesse momento, a única empresa que está a fazer alguma coisa é a SONASA. Tem uma outra empresa, que é a SILMAC, que está a fazer o contrário ao atribuir apenas uma gratificação de 2 mil escudos como subsídio de desempenho”, queixou.

Esta greve nas empresas de segurança privada terá início às 08:00 do dia 14 de Julho, amanhã, quarta-feira, e término às 08:00 do dia 17 do mesmo mês.


GSF/DR

Inforpress/Fim

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