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Sindprof entrega proposta de revisão do estatuto dos professores ao Ministério da Educação (c/áudio)

Cidade da Praia, 23 Jul (Inforpress) – O Sindicato Democrático dos Professores (Sindprof) entregou hoje uma proposta de revisão do estatuto, propondo ao Ministério da Educação a integração dos professores que não têm licenciatura e a integração do doutoramento enquanto elemento para evolução na carreira.

“O estatuto começa pela licenciatura e vai até ao mestrado. Então os que não têm licenciatura ficam de fora e os que têm doutoramento ficam de fora”, disse a presidente do sindicato Lígia Herbert, adiantando que tanto um como outro estão a ser injustiçados.

A sindicalista esclarece que não está a falar apenas dos doutorados das universidades, mas também de professores do ensino básico e do ensino secundário que estão a fazer doutoramento e que é preciso também contemplar esse nível porque senão vão ficar estagnados na carreira.

“Aqueles que adquiriram uma formação académica adicional, neste caso os doutores precisam ser contemplados e também serem reclassificados, de acordo com o nível académico que adquiriram. Nós estamos a falar de classe jovem e de um ensino renovado que exige mais formação do professor”, sustentou.

Para os casos dos actuais professores que não têm licenciatura que ficaram de fora com a publicação do estatuto de 2015, adianta que é necessário abrir um parêntese, ou seja, a criação de quadro especial para garantir que os mesmos também mudem de nível e letras e passem a ter um salário mais digno.

“Nós estamos a falar de professores com vinte e tal anos de trabalho e que já estão quase a ir para reforma e estagnados na carreira. Portanto é preciso ver essa situação para que eles consigam ir para casa com melhor dignidade”, disse.

Outra questão proposta tem a ver com a não tributação dos subsídios pela redução da carga horária aos professores que, segundo indicou, havia no estatuto de 2010 e que foi retirado.

O Sindprof pede também a revisão dos requisitos exigidos para que o professor promova na carreira, adiantando que a exigência que está a ser feita de língua estrangeira, domínio de informática, por exemplo, são exigências que constam do certificado de licenciatura.

“Nós apresentamos a nossa proposta para que seja absorvida porque sabemos que essa proposta é minimamente razoável para aquilo que estamos a falar de uma classe que forma gente e forma a sociedade que se quer digna”, anotou.

Lígia Herbert disse que as expectativas são as melhores, já que conforme indicou há uma abertura “muito grande” por parte do Ministério da Educação em resolver as pendências.

“Nós sabemos que há uma equipa do Ministério da Educação que está a trabalhar nessa revisão porque também reconhece que algo está esquisito e algo está errado”, disse.

MJB/ZS

Inforpress/fim

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