Sindicatos dizem ser “uma grande farsa” actualização salarial em 2,2% anunciada pelo Governo (c/áudio)

Cidade da Praia, 25 Jan (Inforpress) – O porta-voz de um grupo de sete sindicatos, Jorge Cardoso, disse hoje à imprensa que consideram ser “uma grande farsa” a actualização salarial em 2,2%, em 2019, anunciada pelo Governo.

Jorge Cardoso, que é vice-presidente do Sindicato Nacional dos Professores (SINDEP), falava também em nome do Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão (SLTSA), do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Financeiras (STIF), do Sindicado da Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP), do Sindicato da Indústria, Comércio e Turismo (SICOTUR), do Sindicato dos Transportes, Comunicações e Administração Pública (SINTCAP) e do Sindicato dos Trabalhadores do Maio (STIM).

O sindicalista fez essas considerações hoje, em declarações à imprensa na Cidade da Praia, ao proceder à entrega ao primeiro-ministro, ao Instituto Nacional de Providencia Social, à ministra da Justiça e aos líderes parlamentares do Movimento para a Democracia (MpD) e do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), das deliberações saídas de um fórum realizado na cidade das Pombas, em Santo Antão, no dia 08 de Setembro de 2018.

“Esse aumento é uma farsa”, disse Jorge Cardoso para quem o anunciado ajustamento salarial “tem que ser para todos os trabalhadores”.

Conforme o sindicalista, “pensar apenas em mil e tal trabalhadores da Administração Pública com um salário abaixo de 44 mil escudos e atribuir 2,2%, pensamos que isto foi uma grande farsa”.

Jorge Cardoso referiu também que a situação laboral no país não é boa e justificou que esta posição com a perda do poder de compra dos cabo-verdianos vem se arrastando “por mais de 8 anos”, muito por causa da revisão do código laboral.

“Desde 2001 que não aconteceu nenhum reajuste salarial. Os trabalhadores perderam e de que forma, o poder de compra e ainda com este Orçamento de Estado de 2019, não aconteceu a recuperação. Os danos são irreparáveis para os trabalhadores cabo-verdianos”, completou.

Questionado o porquê de estarem só agora a fazer a entrega das deliberações saídas de um fórum realizado em Setembro do ano passado, Jorge Cardoso explicou que, durante esse período, estavam a aguardar o desenrolar de “algumas deliberações” que estavam em pauta, nomeadamente o reajuste salarial, “segundo recomendações do próprio chefe do Executivo”, Ulisses Correia e Silva.

“Ficamos na expectativa a aguardar e só depois viemos verificar de facto que isto não veio a acontecer”, realçou este dirigente sindical apontando a morosidade da justiça em questões laborais como outro problema que tem afectado a classe trabalhadora em Cabo Verde.

O sindicalista informou, entretanto, que o grupo que representa ficará à espera de respostas por parte das intuições que entregaram as deliberações saídas do supracitado fórum, principalmente por parte do Executivo, disse, sublinhando que esperam ver resolvidas essas “principais questões” que os trabalhadores estão a enfrentar neste momento em Cabo Verde.

GSF/FP

Inforpress/Fim

 

 

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