Sindicato vai apresentar novo pré-aviso de greve dos estivadores depois da requisição civil do Governo

 

Cidade da Praia, 22 Abr (Inforpress) – O Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Agricultura e Serviços Afins (SIACSA) vai apresentar, na próxima segunda-feira, 24, um novo pré-aviso de greve dos estivadores, na sequência da requisição civil apresentado pelo Governo.

O anúncio foi feito pelo presidente do SIACSA, Gilberto Lima, em declarações hoje à imprensa durante uma visita e um encontro de trabalho entre os deputados do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) e os estivadores do Porto da Praia que estão em greve por tempo indeterminado desde 13 de Abril.

“Ao apresentar a requisição civil, o Governo não observou o disposto no artigo 127 do Código Laboral, porquanto nós estávamos prestas os serviços mínimos, daí não havia razão nenhuma da requisição civil, mas lamentamos esta situação, por isso, essa luta vai continuar e na segunda-feira vamos apresentar novo pré-aviso de greve”, garantiu.

O novo pré-aviso de greve, segundo Gilberto Lima, vai trazer outras reivindicações, nomeadamente exigindo o subsídio de risco, de alimentação e o subsídio de turno para os estivadores de todos os portos de Cabo Verde.

Por sua vez, os deputados do PAICV mostraram-se solidários com os trabalhadores e em declarações à imprensa, o deputado Rui Semedo lembrou que enquanto oposição, o Movimento para a Democracia (MpD) sempre se mostrou contra a requisição civil.

“O Governo recorreu à requisição civil, é um instrumento legal, mas este que pertence a maioria, que sempre pôs em causa a requisição civil e sempre disse que não recorria a este instrumento, mas ao que tudo indica, não é a primeira situação que recorre a esta pratica”, disse.

Na opinião do deputado do maior partido da oposição está a “faltar” diálogo entre o Governo, a direcção da Enapor, empresa que gere os portos do país, e os estivadores que devem ser esclarecidos sobre a situação e encontrar um entendimento entre as partes sobre uma saída para o problema em causa.

“Neste momento, ao que tudo indica não há uma pré-disposição para haver diálogo e isso é fundamental, porque os trabalhadores são importantes no processo de transformação e modernização do país, ou seja, não há país que se desenvolva sem a participação dos trabalhadores e qualquer que seja o Governo tem que levar isso em consideração”, frisou.

Os trabalhadores avançaram para uma manifestação pacífica nas instalações do Porto da Praia depois da medida da Enapor em implementar o novo horário de trabalho no dia 01 de Abril, reclamando o retorno do horário de trabalho que vinham exercendo há mais de 40 anos, o que não se “consumou” e resultou em greve que acontece desde dia 13 de Abril.

DR/CP

Inforpress/Fim

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