Sindicato satisfeito com rondas negociais com a administração do LEC face às reivindicações dos trabalhadores

 

Cidade da Praia, 31 Ago (Inforpress) – O SIACSA está satisfeito com os resultados das negociações levadas a cabo com a administração do Laboratório de Engenharia Civil (LEC), e anunciou hoje que vai haver, proximamente, uma última reunião para concluir as mesmas.

O presidente do Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Agricultura, Serviços Marítimos e Pecuários (SIACSA), Gilberto Lima, que falava em conferência de imprensa hoje na Cidade da Praia, disse que as negociações estão avançadas “consideravelmente” e que tudo aponta para um resultado que satisfaça as partes.

De acordo com o sindicalista, esta tarde está marcada uma reunião entre o SIACSA e os funcionários do LEC na qual será marcada a última reunião em que a reivindicação relacionada com o novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) deve ficar resolvida.

Segundo ele, apesar de as negociações estarem avançadas, existe um “senão” que tem a ver com a passagem de níveis um, quatro e cinco dos trabalhadores que deviam ser automáticos, desde que sejam cumpridos os requisitos, mas que a entidade empregadora quer impor concursos para essa passagem, algo que o sindicato é contra.

Gilberto Lima aproveitou, também, para denunciar o que considera “uma afronta” aos bolsos dos trabalhadores cabo-verdianos, caso as propostas da empresa Águas de Santiago (ADS), sobre o aumento do preço da água for atendida pela Agência de Regulação Económica (ARE).

“É claro que a ADS não tem poderes bastante para estipular o aumento do preço da água, até porque não é justo que se aumente o preço de bens e serviços, sem antes haver aumentos salarias para os trabalhadores cabo-verdianos”, frisou, indicando que a água, a par de energia e telecomunicações, são bens essenciais “mais caras”, comparando com outros países.

Gilberto Limas diz-se a favor da racionalização da água, mas que a mesma se faça num quadro que não prejudique e “sufoque” a vida dos cabo-verdianos, já que não tem sido revisto o poder de compra dos trabalhadores há mais de seis anos, e exortou o Governo a resolver este problema.

DR/FP

Inforpress/Fim

 

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