Sindicato pede “um basta” ao “incumprimento dos compromissos assumidos” com professores

Cidade da Praia, 27 Jan (Inforpress) – O Sindicato Nacional dos Professores (Sindep) anunciou hoje que a manifestação e greve marcadas para a próxima terça-feira, 01 de Fevereiro, é um “basta” pelo “não cumprimento dos compromissos assumidos” com a classe dos professores.

Em conferência de imprensa hoje, na Cidade da Praia, o presidente do Sindep, Jorge Cardoso, sublinhou que a classe dos professores continua a enfrentar “momentos difíceis” causados pela “não resolução das pendências”, ou seja, os direitos consagrados no Estatuto da Carreira do Pessoal Docente (ECPD).

“O ECPD entrou em vigor a 13 de Dezembro de 2015 e até a data nem uma vírgula foi cumprida por esse Governo, no entanto desde 2016 que estamos a ouvir dos titulares da educação na sua revisão, faltando apenas coragem de dizer a classe que não merece um estatuto especial”, sublinhou.

Segundo o presidente do Sindep, os professores estão esgotados com as promessas dos sucessivos governos, que vem “ano após ano ignorando as reivindicações” como reclassificações de 2016 a 2021, publicação das aposentações, congelamento da carreira desde 2014, e o não reajuste salarial desde 2016.

O Sindep menciona ainda o não pagamento dos subsídios pela não redução da carga horária aos professores que lecionam na mono-docência desde 2017 a esta data, não resolução dos subsídios pela não redução dos aposentados de 2010 a 2015 e sua inclusão no cálculo das pensões, bem como abuso de poder por parte dos gestores (delegados e diretores).

“Pelo que os professores, estando esgotados, decidiram partir para manifestação no próximo dia 01 de Fevereiro, nas ilhas de Santiago e Santo Antão, e greve e manifestação na ilha de São Vicente, pelo não cumprimento das promessas ou seja compromissos assumidos com a classe”, explicou.

Jorge Cardoso explicou ainda que as manifestações nas ilhas de Santiago e Santo Antão e a greve e manifestação na ilha de São Vicente advém do facto de de estas ilhas terem maior número de professores à espera das reclassificações.

O presidente do Sindep avançou que depois destas manifestações será preparada “em breve” uma greve a nível nacional.

“De momento nós estamos a fazer estas manifestações porque temos que montar um trabalho de sensibilização de toda a sociedade. Na educação nós temos que ter pessoas sensíveis a classe, os governantes devem levar em conta que a classe dos professores é a classe mãe de todos as profissões”, sublinhou.

Jorge Cardoso apelou ao engajamento de todos nesta luta pelo “respeito” ao trabalho dos professores que muito tem contribuído para o desenvolvimento do país.

 “É tempo de um basta, o Sindep apela a todos os professores de todos os níveis e aos familiares dos professores a aderirem a esta luta que é um direito que assiste a todos os trabalhadores”, finalizou o sindicalista.

ES/AA

Inforpress/Fim

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