Sindicato dos funcionários da Polícia Judiciária reconhece “sofisticação” e “complexidade” dos crimes actuais

Cidade da Praia, 11 Mai (Inforpress) – O presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação (ASFIC-PJ), Agostinho Semedo, reconheceu hoje que há uma “sofisticação” e “complexidade” dos crimes actuais, salvaguardando estar atento.

O presidente desta associação Sindical fez estas declarações em conferência de imprensa antes de apresentar a temática a ser abordada no âmbito da conferência alusiva ao 29º aniversário da criação desta Associação Sindical, que se assinala a 12 de Maio.

“Irei abordar o tema gestão da cena do crime do quadro preliminar à oficialização da investigação, papel interventivo da Polícia Judiciária (PJ), creio que é um tema bem concebido, atendendo que a gestão da cena é o dia-a-dia dos investigadores da PJ e atendendo o grau da sofisticação e da complexidade dos crimes que hoje confrontamos”, avançou.

Conforme disse, esta reflexão relacionada às intervenções da PJ, na cena do crime, bem como a da Polícia Nacional e o Ministério Público enquanto titular da acção penal e outras entidades, constituem um ciclo “muito importante”, destacando o “engajamento de todos os intervenientes nesta matéria”.

“A ideia essencial que irei transmitir, é que o sucesso faz-se no plural e o bom resultado da investigação criminal, depende do engajamento de todos os intervenientes nesta matéria, com isso quero destacar tanto os órgãos da polícia criminal, as autoridades judiciárias e também as outras entidades, a família, a população, que de alguma forma tem um papel muito importante neste aspecto da investigação criminal”, acrescentou.

Ao ser instado a comentar sobre a actual onda de violência na Cidade da Praia, o presidente da ASFIC-PJ, Agostinho Semedo, disse encarar com “alguma naturalidade” e “tristeza”, afirmando estar preocupado.

“Sobretudo na cidade da Praia, vem se concentrando uma onda de criminalidade que nos preocupa, sobretudo no que tange a crimes contra pessoas. Na semana passada tivemos, em menos de 24 horas, dois casos de homicídio na Achada Grande, então isso nos preocupa muito”, explicou.

O mesmo adiantou que independentemente de todo o processo de investigação e de todo o trabalho que vem sendo feito, existem ainda questões prévias, de carácter preventivo que devem ser consideradas.

“Continua a ser o nosso grande desafio enquanto investigador criminal, trabalhar com vista a, não só no âmbito da investigação, no âmbito da descoberta dos agentes dos determinados crimes, também apostar muito nessa questão da prevenção”, finalizou.

GSF/ZS

Inforpress/Fim

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