Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Sindicato acusa ministro da Administração Interna de criar uma “lista negra” dentro da Polícia Nacional   

Cidade da Praia, 25 Nov (Inforpress) – O Sindicato Nacional da Polícia Nacional (Sinapol) acusou hoje o ministro da Administração Interna de criar uma “lista negra “dentro da Polícia Nacional para “controlar a corporação e manipular o funcionamento e desenvolvimento normal” na carreira desses profissionais. 

A acusação foi feita pelo presidente do Sinapol, José Barbosa, na manhã de hoje, durante uma conferência de imprensa para “denunciar a indignação e injustiças” que “imperam no seio da Policia Nacional (PN)”, que vive “uma situação de escandalosa”. 

Explicou que desde Dezembro de 2017, altura em que a PN cumpriu três dias de greve nacional foi criado um “processo político” com a intenção de “condicionar e constranger” o sindicato. 

“Todo o pessoal que participou na greve, cerca de 80% pertence a essa lista negra neste momento onde alguns são atropelados em relação as transferências, a participação nos concursos internos, as avaliações profissionais, ou seja, o pessoal policial esta de certa forma controlado pelo ministério da Administração Interna, isso aconteceu a existência do processo político que existe e que foi feito contra a Sinapol”, afirmou. 

Segundo disse, dessa “exploração arbitrária2 constam profissionais que estão há mais de uma década no mesmo posto e categoria profissional e pessoal formado “sem requalificação e sem motivação”.

Tudo isso, assinalou, porque os responsáveis da PN “não respeitam” os critérios estatutários nem disciplinares, preferindo “controlar o pessoal” mediante a referida lista e “politizar” aquilo que seria o normal desenvolvimento do quadro de carreira da PN. 

O presidente acusou o ministério de poupar e proteger oficiais que cometeram ou abafaram “crimes gravíssimos”, de sacrificar intensamente os agentes e subchefes e de distinguir e beneficiar oficiais que nunca apresentaram, se quer “um único trabalho cientifico”. 

Por outro lado, revelou que a carga horária continua “excessiva e insuportável”, a dívidia contraída mediante a prestação do serviço renumerado tem sido negociado pela direcção “sem qual quer legitimidade” e o Serviço Social da PN “continua a desviar o seu fundo para fins estranhos”. 

“A Polícia Marítima esta abandonada à sua sorte, a Guarda Fiscal continua sem o direito a subsidio da condição policial”, apontou José Barbosa, que avançou que a maioria não recebe subsídios de risco e de turno pelos serviços prestados. 

Revelou ainda que o armamento da PN é “delicado e critico”,  com gente a trabalhar “em diligencias delicadas sem arma”, o fardamento “padece de qualidade”, muitos dos operacionais “não tem sequer cartão de identificação2 e outros tantos trabalham “sem espaço digno, sem casa de banho, água potável e sem sala de refeição”. 

Perante essas questões, considerou que a situação actual na PN “é terrível, preocupante e o clima geral e de muita insatisfação” devido às “represálias, perseguições e vingança súptil” sobre os profissionais, com “ênfase notória” sobre os sindicalistas. 

Em relação ao processo instaurado pela Sinapol contra o ministério, adiantou que até a data não há ainda uma decisão, sublinhando que enquanto não houver uma decisão do tribunal haverá sempre um espaço de manobra para o ministro “fazer aquilo que bem entender contra aqueles que participaram na greve”. 

Na ocasião, descartou a hipótese da classe partir para mais uma greve, mas assegurou que a direcção nacional do sindicato vai continuar a trabalhar e lutar para melhorar as condições de trabalho e os direitos da PN. 

AV/AA

Inforpress/Fim 

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos