Sindicato acusa Governo de ignorar professores ao alterar calendário de provas do Ensino Básico Obrigatório

Mindelo, 25 Mai (Inforpress) – O presidente do Sindicato Nacional dos Professores (Sindep) manifestou hoje “apreensão e descontentamento” com a forma como o Ministério da Educação se relaciona com os professores, ao ponto de os “ignorar” na alteração do calendário de provas.

Em causa, segundo Nelson Cardoso, em conferência de imprensa, em São Vicente, a alteração do calendário das provas finais no Ensino Básico Obrigatório (EBO), “ignorando assim” o professor que planificou a sua vida profissional e pessoal, em função do calendário escolar oficial, homologado pelo ministro da Educação a 30 de Abril de 2021.

Ou seja, especificou, esta alteração propõe a realização das provas concelhias referentes ao 8º ano, entre 8 e 14 de Julho, quando o calendário inicial prevê o término das actividades lectivas a 15 de Julho e o início das férias docentes a 18 de Julho, inclusive.

Por isso, a mesma fonte questionou para quando a realização das provas nacionais e dos exames, o início das férias dos professores e o término do ano escolar 2021/2022, consciente, no entanto, como disse, de que as provas nacionais serão realizadas.

“O que pode ficar em perigo é a data do início das férias dos professores e a sua tranquilidade, pois serão pressionados a concluir os trabalhos”, concretizou Nelson Cardoso, num relacionamento pautado pela “falta de diálogo e desconsideração”, uma vez o Ministério da Educação “toma as suas decisões e manda implementar”, ignorando o “papel importante” que o professor desempenha no sistema educativo.

Isto é, sintetizou, o Ministério da Educação vê o professor como “um mero cumpridor obediente das obrigações e determinações e executor de tarefas” e não como o principal agente ou actor do sistema, negando-lhe uma “verdadeira auscultação e participação”.

Assim, o Sindep apela ao Ministério da Educação a “um verdadeiro diálogo” com os professores e os seus representantes legais “em tudo que diga respeito à actividade e vida docentes”, e ao “bom senso” do ministro da Educação em fazer cumprir o calendário escolar 2021/2022, oficial e homologado a 31 de Março, evitando assim, causar, mais uma vez, o “estresse e o descontentamento desnecessários” aos professores.

“Estes programaram a sua vida em função deste calendário e não da actual alteração sem comunicação e explicação”, reforçou, pelo que, concluiu, “não merecem terminar este ano lectivo assim como começou, com contrariedades”.

AA/CP

Inforpress/Fim

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