Sindicalista contraria declaração do PCA do Hospital da Praia e confirma três dias de greve (c/áudio)

Cidade da Praia, 09 Nov (Inforpress) – O presidente do SNETS contestou, hoje, a declaração do PCA do Hospital da Praia quanto à afirmação de que “não sabia nada sobre a greve” e confirma a paralisação dos técnicos de saúde nos dias 14, 15 e 16.

Em conferência de imprensa, concedida esta manhã aos órgãos de comunicação social, o presidente do Sindicato Nacional dos Enfermeiros e Técnicos de Saúde (SNETS), José Manuel Pereira Vaz, assegurou que após a entrega de um pré-aviso de greve à Direcção-Geral do Trabalho, foi também entregue o mesmo documento ao Hospital da Praia e ao Ministério da Saúde.

Por esta razão, diz não entender que o presidente do conselho administrativo do Hospital Dr. Agostinho Neto tenha afirmado não ter recebido nenhum comunicado do SNETS.

“Nós temos um documento que foi assinado pela secretaria do hospital e que prova que receberam o pré-aviso de greve em tempo e hora”, defendeu.

Segundo José Manuel Pereira Vaz, uma das razões evocadas para a realização da greve tem a ver com a “necessidade imperiosa” de se melhorar as condições de trabalho do pessoal técnico, administrativos e auxiliares do Hospital Dr. Agostinho Neto, a quem foi-lhes tirado a “motivação profissional, igualdade de direito e oportunidade” e foram “brindados com discriminação”.

“Foi reduzido o pagamento de velas, porque o calculo agora é feito numa outra fórmula que ninguém entende, foi suspenso a remuneração adicional ao pessoal da cozinha e lavandaria negociado por causa do excesso de trabalho (…) e agora não sabemos a que quadro pertencemos”, disse.

Ainda o sindicalista, todas as mexidas feitas pelo conselho de administração do HAN foram justificadas pela direcção como ordens vindas do “Ministério das Finanças”, pelo que aproveitou para perguntar a este serviço sobre o porquê de só agora ter dado estas diretrizes, quando esta prática (conquistada) já vem de muito.

Na sua declaração, aproveitou para informar também que o pessoal auxiliar trabalha das 08 às 18:00, sem direito a uma refeição.

Referiu-se igualmente sobre o aumento da carga horária no hospital da Praia, apenas para os técnicos, auxiliares e pessoal administrativo.

A criação de um plano de cargo, carreira e salário específico só para a classe técnica, é também, segundo aquele sindicalista, um dos motivos da greve de três dias no HAN, um serviço que, segundo refere, está a discriminar as classes trabalhadoras.

“Estamos há 28 anos a praticar um horário que o PCA do hospital da Praia vem agora questionar. É um horário que tem sido praticado a nível nacional e porque é que só o hospital da Praia quer mudar uma conquista da classe?”, interrogou.

Lembrou ainda que o horário que o hospital quer estabelecer é “puro desprezo à classe técnica”, que não foi socializado com os trabalhadores e está sendo aplicado.

O sindicato, disse, recebeu o comunicado – que indica que o regulamento interno foi aprovado em Abril – na terça-feira.

A paralisação do trabalho no HAN durante três dias, esclareceu, vai abranger o pessoal técnico, administrativos e auxiliares, a classe que se sente “injustiçada” com as decisões do conselho de administração.

PC/ZS

Inforpress/Fim

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