Sindicalista acusa câmara de S. Vicente de “perseguição” e considera que situação laboral vai “de mal a pior” (c/áudio)

Cidade da Praia, 06 Fev (Inforpress) – Gilberto Lima acusou hoje o autarca de S. Vicente de “perseguição” ao seu sindicato e denunciou os “desmandos” do edil de São Lourenço em relação aos trabalhadores, considerando que a situação laboral no país “vai de mal a pior”.

Segundo o líder do Sindicato de Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Agricultura e Florestas, Serviços Marítimo e Portuário (SIACSA), o presidente da Câmara Municipal de S. Vicente, Augusto Neves, vem promovendo “expedientes” contra o seu sindicato e os próprios trabalhadores, “suspendendo as quotizações dos bombeiros municipais e do pessoal do saneamento”.

Lima fez estas declarações em conferência de imprensa, na cidade da Praia, para falar também da situação dos bombeiros afectos à edilidade praiense que reivindicam a equiparação salarial à Polícia Nacional.

Gilberto Lima disse ainda que Augusto Neves justificou tais medidas alegando que o seu sindicato tem que “reconhecer a assinatura, no cartório, dos seus membros”, exigência, conforme avançou, feita apenas ao SIACSA.

Considera que as decisões do edil do Mindelo são “ilegais e discriminatórias” porque, de acordo com as suas palavras, abrangem apenas o seu sindicato.

Relativamente à Câmara Municipal de S. Lourenço dos Órgãos, entende que o seu presidente Carlos Vasconcelos “continua com os seus desmandos” ao atribuir 13 mil escudos a 40 trabalhadores e lembrou que este caso se encontra no Supremo Tribunal de Justiça desde Abril de 2017.

No que tange a São Domingos, acusou o edil Clemente Garcia de não aplicar o salário mínimo às cozinheiras dos jardins municipais, não obstante, lembra o presidente do SIACSA, que o mesmo havia prometido resolver em Janeiro deste ano.

“Esses profissionais podem aderir a uma outra forma de luta”, avisou o sindicalista, alertando aos presidentes de câmaras que são eleitos pelos munícipes, pelo que “devem saber lidar com os seus colaboradores e, sobretudo, cumprir a lei”.

Na perspectiva do líder do SIACSA, a actual lei laboral tem sido “prejudicial” aos trabalhadores e agora os sindicatos estão a “correr atrás do prejuízo”.

“Há despedimentos por tudo e nada porque a lei permite”, lamenta, acrescentando que a central (Confederação Cabo-verdiana dos Sindicatos Livres) onde está filiado o seu sindicato pediu ao Governo a revisão do actual Código Laboral por se ter revelado “inconveniente” e que este está a ver a “possibilidade de uma nova revisão”.

Entretanto, a Inforpress tentou contactar com o presidente da Câmara Municipal de S. Vicente sobre as acusações que lhe foram feitas pelo líder do SIACSA, mas não foi possível obter a reacção da parte dele.



LC/ZS

Inforpress/Fim

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