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Sindep quer Dia do Professor Cabo-verdiano assinalado com reflexão e avaliação

Cidade da Praia, 21 Abr (Inforpress)  – O Sindicato Nacional dos Professores  (Sindep)  considerou hoje que o Dia do Professor Cabo-verdiano deve servir de reflexão e avaliação sobre constrangimentos que os docentes cabo-verdianos vêm enfrentando ao longo de décadas, em detrimento de festas ou passeios.

O presidente do Sindep, Jorge Cardoso, manifestou esta inquietação em entrevista à Inforpress, em antecipação ao Dia do Professor Cabo-verdiano, que se comemora anualmente a 23 de Abril.

O sindicalista alegou que, pela situação que se vive no País e também da própria conjuntura marcada pelo rescaldo da eleição legislativa e pelo aumento da infecção pela covid-19, os professores devem ter “uma certa seriedade” perante a efeméride.

Considerou que neste “dia importantíssimo” para os professores cabo-verdianos, a classe terá de se debruçar sobre os vários problemas como pendências relativamente aos aposentados de 2010 a 2015, subsídios pela não redução da carga horárias e reclassificações de 2016 a esta parte.

Denunciou ainda “o subsídio em falta pela não redução da carga horária em numerário dos professores no activo, congelamento do salário por mais de quatro anos e a estagnação da evolução na carreira”, para além da existência de professores com 10/15 anos de activo “sem uma única evolução na carreira”, no rol de vários problemas que afectam a classe.

“Tudo faremos neste mandato para exigir o cumprimento e o respeito para com à classe docente”, referiu Cardoso para quem “nada mudou, senão piorou”, declarou, asseverando que a carreira do professorado deveria estar, à esta altura, “num outro patamar”, em vez de estar a reivindicar pendências relativas a 2010 e 2016 e congelamento da evolução de “uma classe importantíssima”.

Reclamou que a classe dos docentes “sente-se todos os dias fustigada” com as medidas implementadas pelo Ministério da Educação, “sem que tenha visto qualquer contrapartida”, o que classificou de “extremamente grave e penalizante” para um professor que chega ao final da carreira sem que tivesse “uma única mudança de escalão” ou “as prerrogativas adquiridas sobre o salário para a aposentação”.

“São questões que deveriam estar devidamente seleccionadas, uma vez por todas, para com a classe docente”, precisou Jorge Cardoso, que não vê motivos para a classe docente comemorar a efeméridea.

Saído recentemente da assembleia-geral realizada a 10 do corrente que elegeu novos órgãos do Sindep, com Jorge Cardoso na presidência, este promete “arrumar a casa para atacar em força os problemas” que afectam a classe.

SR/AA

Inforpress/Fim

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