Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

SINDEP congratula-se com a “retoma da normalidade” mas afirma-se preocupado com a sobrecarga dos docentes

Cidade da Praia, 05 Ago (Inforpress) – O presidente do Sindicato Nacional dos Professores (SINDEP), Jorge Cardoso, declarou-se hoje satisfeito com a retoma da normalidade nas escolas no ano lectivo 2021/22, mas declarou-se preocupado com aquilo que classifica de sobrecarga dos docentes.

Em declarações à Rádio de Cabo Verde, na sequência do anúncio das novas orientações para o ano lectivo, que arranca em Setembro, Jorge Cardoso disse que o SINDEP não está de acordo com algumas dessas orientações.

O sindicalista falou particularmente da redução dos tempos para a administração das aulas em todas as disciplinas, com a excepção da Matemática e Língua Portuguesa, o que na sua perspectiva poderá ter reflexo negativo na qualidade do ensino.

“Está-se a fazer uma nova reforma sobre uma reforma. Todas as disciplinas com excepção da Língua portuguesa e Matemática passarão a ter dois tempos lectivos semanais, que consideramos muito grave para ter uma boa qualidade do ensino. Mais do que isso, nós estamos a ver uma sobrecarga de trabalho dos docentes”, disse.

Jorge Cardoso explicou que, apesar de manter os tempos lectivos, os professores vão ter o trabalho a dobrar, porque irão ter mais turmas e mais números de alunos.

“Um professor que iniciou a função com 22 tempos lectivos e tinha uma atribuição de sete turmas, neste momento com oito tempos de redução lectiva, com 30 anos de serviço, volta a ter novamente sete turmas para fazer leccionação. De modo que quando se faz essas reduções aumenta o número de turmas e cada turma tem uma composição de 30 alunos. Significa que vai ter muito mais trabalho que não seja apenas o tempo de leccionação na sala de aula”, explicou.

Jorge Cardoso realçou que o trabalho dos professores não deve ser avaliado apenas pelo tempo em sala de aula.

“E eu costumo dizer que um professor é como um atleta. Nós não podemos fazer a avaliação do trabalho do professor somente na sala de aula”, sustentou.

O ano lectivo 2021/2022 inicia-se a 01 de Setembro, com a formação dos professores, estando o início das aulas marcado para o 13 do mesmo mês, anunciou hoje a ministra da Presidência do Conselho de Ministros.

Em conferência de imprensa para fazer o balanço da reunião do Conselho de Ministros, Filomena Gonçalves informou que o funcionamento do ano lectivo estará ainda condicionado pelos impactos da covid-19, “mas que vai ser adoptado o processo de regresso à normalidade”

Sendo assim, a ministra adiantou que vai ser implementado o regime de aulas presenciais e a tempo integral, com a carga horária completa, com os pressupostos de vacinação dos professores e funcionários e demais funcionários afectos às escolas.

Filomena Gonçalves acrescentou ainda que vão ser reforçadas as medidas adoptadas para conter a propagação da covid-19 e a implementação do plano de recuperação das aprendizagens.

Este plano, conforme esclareceu a governante, consiste em antecipar o início das aulas, prolongar o final do ano lectivo e reduzir as interrupções lectivas, designadamente as férias intercalares no Natal, Carnaval e Páscoa.

“Também está a se ponderar estender as aulas aos sábados nos concelhos e nas escolas onde houve mais perdas de conteúdos, nomeadamente na Praia, onde o ano lectivo 2020/2021 iniciou com cerca de um mês e meio mais tarde do que o resto do País”, ajuntou a governante.

MJB/JMV
Inforpress/fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos