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SICSA diz que situação laboral no país “continua a andar mal”

Cidade da Praia, 23 Set (Inforpress) – O presidente do Sindicato de Indústria, Alimentação, Construção Civil e Afins (SIACSA) disse hoje que a situação laboral no país “continua a andar mal” e ainda denunciou casos em que entidades patronais não respeitam ordens do tribunal.

Gilberto Lima falava em conferência de imprensa marcada para denunciar, de entre outros, as situações laborais na empresa Frescomar, nos transportes públicos na ilha do Sal, bem como o despedimento massivo dos trabalhadores da SONASA/PSS e também da decisão do tribunal em relação aos trabalhadores da empresa MSF.

“A situação laboral no país continua a andar mal. Daqui para a frente não sei o que irá acontecer”, afirmou o sindicalista completando que há quem queira ofuscar que, efectivamente, há mais emprego quando, na verdade, segundo defendeu, “há mais desemprego”.

Nas suas declarações, Gilberto Lima começou por apontar o dedo à Câmara Municipal da Praia, dando conta que a referida edilidade procedeu disciplinarmente contra os bombeiros que participaram na manifestação realizada no dia em que se comemorava os 41 anos dos Bombeiros da Praia.

“Isto é uma vergonha. A câmara está mal assessorada e andou mal. Não tiveram o cuidado de observar os dispositivos legais, em termos de manifestação exercida pelos bombeiros municipais”, acrescentou.

Para variar, afirmou Gilberto Lima que a Câmara Municipal de São Vicente violou o direito à liberdade sindical, a ponto de convidar os trabalhadores, já inscritos no SIACSA, para se inscreverem num outro sindicato.

Ainda no leque de denúncias, o sindicalista “viaja” até a ilha do Sal onde denuncia que o HIFACAR, empresa de transporte de turistas, “pratica uma carga horária de catorze horas diárias”. Facto que, faz o SIACSA a afirmar que “não existe” ou “existe de uma forma deficitária” naquela ilha.

“Não basta instalar a Inspecção Geral do Trabalho num determinado sítio. É preciso e é necessário que esta faça um bom trabalho para desamarrar as violações acima de violações dos empregadores. Não o fazendo se está a prestar um mau serviço à Nação”, continuou.

O sindicalista fez saber ainda que centenas de trabalhadores, na maioria chefes de família, afectos à empresa de prestação de serviços SONASA, viram os seus respectivos contratos de trabalho rescindidos “por força maior” e, entretanto, ainda estão a aguardar as indemnizações.

“Depois de um monte de reuniões com o Governo, ficou acordado que os sindicatos, os empregadores e o ministro das Finanças reuniriam no dia 22 deste mês para findar o processo de melhoria salarial dos vigilantes. O que não aconteceu”, relatou Gilberto Lima, acrescentando crer que “as movimentações dos vigilantes possam acontecer a qualquer momento”.

O presidente do SIACSA denunciou ainda que “depois de tanta chatice” que envolveu acções no tribunal, aquele sindicato conseguiu ganhar processos contra a empresa de engenharia MSF e o Laboratório de Engenharia Civil (LEC), mas que, até então, continuam, há vários meses, à espera da execução do definido pelo poder judicial.

“Estou a denunciar isto. Eu sei qual é o caminho. O caminho é execução do processo. Não podemos é continuar a ter pessoas a viver na boa, com viaturas de 14 mil contos na estrada, enquanto os trabalhadores estão a passar fome e quando há uma decisão do tribunal para ser cumprida”, frisou.

No LEC, avançou Gilberto Lima que os trabalhadores não querem continuar com a actual direcção, “porque esta já deu o que tinha para dar”.

“Estão, de facto, chateados e creio que vão mesmo fazer um barulho dentro de dias para rever essa situação”, completou o sindicalista, para quem “a decisão do tribunal deve ser acatada em toda a sua largura”.

GSF/ZS

Inforpress/Fim

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