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SIACSA denuncia “situação de fome e penúria” dos guardas do Parque Industrial de Lazareto em manifestação pacífica

Mindelo, 20 Ago (Inforpress) – O presidente do Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Agricultura, Serviços Florestas e Serviços Marítimos e Portuários (SIACSA) voltou hoje a denunciar a situação de “fome e penúria” dos guardas do Parque Industrial de Lazareto.

Gilberto Lima, que falava à Inforpress durante a manifestação pacífica protagonizada pelos guardas do Parque Industrial de Lazareto à frente da Câmara de Comércio de Barlavento (CCB), exigiu do Governo o pagamento dos seis meses de salários a esses sete trabalhadores porque “estão a passar fome.”

“É uma situação de penúria, de fome, de maus tratos e uma série de problemas desses trabalhadores. É um crime deixar as pessoas a trabalhar seis meses sem receber,” criticou Gilberto Lima, para quem esta é uma “violação frontal” do direito dos trabalhadores.

Segundo o líder sindicalista, em Junho o SIACSA pensou em levar este caso ao tribunal para resolver “de forma definitiva”, mas recebeu uma garantia do CCB de que iria vender um terreno para pagar os salários em atraso, o que ainda não aconteceu.

“Isso é inadmissível num país como Cabo Verde. O Governo deve definir o que é que vai fazer com esses trabalhadores porque eles têm um tecto salarial de pouco mais de 15 mil escudos e o pagamento total desses seis meses de atraso ronda os 800 contos”, explicou o presidente da direcção do SIACSA.

Na mesma linha, o representante dos trabalhadores, António Jesus Chantre, afirmou que o grupo já está cansado porque recorreu à comunicação social três vezes para denunciar o caso. “Pensam que não pertencemos a este país e que devemos passar por fome e tortura. Temos as nossas contas para pagar. Precisamos de gente com sensibilidade humana para resolver o nosso problema”, desabafou.

Na mesma ocasião o presidente do SIACSA, Gilberto Lima, também denunciou o despedimento esta segunda-feira de cerca de 40 trabalhadores da Frescomar, perfazendo, segundo ele, 80 despedimentos num intervalo de um mês.

“Na primeira vez, falaram que estava em causa a caducidade do contrato. Desta vez, para além da caducidade, não querem continuar com os trabalhadores. Decidiram indemnizá-los sem aviso prévio,” adiantou Gilberto Lima, que prometeu analisar cada caso para averiguar se há situação de ilegalidades quanto ao respeito do pré-aviso de cessamento do contrato ou de despedimento.

Também estão a viver o mesmo dilema, conforme Gilberto Lima, cerca de 40 trabalhadores da empresa de segurança privada Sonasa. Isto por causa da perda de postos de trabalho no Aeroporto de Cesária Évora (AICE), após o roubo da caixa de doações.

Segundo o líder do SIACSA, este “é um caso obscuro” que deveria estar na alçada das autoridades competentes, porque “ninguém lhe convence de que não se trata de uma situação montada”. No entanto, Gilberto Lima disse que vai recolher mais informações sobre este caso hoje numa reunião com a empresa Sonasa.

CD/ZS

Inforpress/Fim

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