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SIACSA denuncia instalação de câmaras para controlar trabalhadores e pede fiscalização da CNPD

Cidade da Praia, 28 Mar (Inforpress) – O presidente do SIACSA, Gilberto Lima, disse hoje que está a se tornar moda em Cabo Verde a instalação de câmaras de vigilância nas empresas para vigiar trabalhadores e pede a fiscalização por parte da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD), nesse sentido.

Em conferência de imprensa hoje, na Cidade da Praia, para abordar a situação sócio-política e laboral em Cabo Verde, no primeiro trimestre de 2019, o sindicalista disse que esta situação se configura numa “violação grave”, pois, “fere a intimidade dos trabalhadores”.

“Trata-se de uma situação desagradável os trabalhadores estarem a trabalhar com as câmaras por cima deles”, disse adiantando que momento antes tinha saído de uma reunião na empresa Solatlântico para exigir a retirada das câmaras de vídeo-vigilância, exigência que já tinha feito a outras empresas.

O sindicalista disse que as empresas têm de arranjar outros meios de controlo dos trabalhadores porque as câmaras são colocadas nos locais de trabalho para controlar bens e serviços e não trabalhadores.

“Estou a fazer essa denúncia e espero que a CNPD saia para o terreno e faça a fiscalização porque os trabalhadores não podem ser obrigados a aceitar certos actos. Se as empresas querem controlar os trabalhadores que arranjem supervisores”, disse.

Gilberto Lima falou também de vários assuntos pendentes que transitaram do ano passado e que, segundo adiantou, ainda se encontram na gaveta, como é o caso do Plano de Cargos Carreira e Salários (PCCS) dos bombeiros municipais, o estudo de viabilidade económica e financeira das empresas de vigilância, a lei do seguro obrigatório de acidente de trabalho (SOAT).

Falou ainda da atribuição do aumento salarial de 2,2% por parte de empresas sem a audição obrigatória dos sindicatos, daquilo que considera ser um caso de “retaliação” na Camara Municipal de São Vicente e dos despedimentos abusos em todas áreas, que conforme indicou está a contradizer a politica da criação de empregos em Cabo Verde.

Com tudo isso afirma que a situação laboral no país é “preocupante” e chama atenção do Governo no sentido de fazer com que haja mais diálogo entre as entidades empregadoras e os sindicatos, em particular, no sentido de se criar um ambiente laboral melhor no país e as pessoas poderem ver as suas condições de vida melhoradas.

“Pedimos ao Governo que aprove os documentos pendentes no Conselho de Ministros, nomeadamente a lei do SOAT, o PCCS dos bombeiros e o estudo sobre viabilidade económica financeira das empresas privadas para retirar os vigilantes do sufoco que vivem actualmente”, disse.

MJB/FP

Inforpress/fim

 

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