SIACSA anuncia greve nacional de dois dias dos bombeiros municipais

Cidade da Praia, 07 Jan (Inforpress) – O SIACSA anunciou hoje a realização de uma greve nacional dos bombeiros municipais para os dias 18 e 19 do corrente, “forçado pela falta de diálogo” e incumprimento dos acordos assinados com algumas autarquias.

O presidente do Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Agricultura, Serviços, Florestas, Serviços Marítimos e Portuário (SIACSA), acusou “a falta das melhores práticas para a resolução das questões reivindicativas dos trabalhadores cabo-verdianos” como motivo para esta intenção de greve.

As câmaras municipais da Praia, de São Domingos e de Santa Catarina de Santiago foram apontadas por Gilberto Lima, em conferência de imprensa esta manhã, como as que ignoraram a solicitação sobre a Convenção Colectiva de Trabalho enviada às autoridades, assim como ao Ministério da Administração Interna.

O sindicalista apontou ainda como motivo, para este pré-aviso da greve de dois dias, a falta da revisão da melhoria das condições de trabalho, a unificação salarial à semelhança da Polícia Nacional, assim como as leis de base dos profissionais da Protecção Civil.

O SIACSA, segundo o seu líder, decidiu apoiar os bombeiros nacionais para esta forma de luta mas mostra-se disponível para, no decorrer deste tempo, sentar-se à mesa com as partes envolvidas na tentativa de encontrar as melhores práticas para dirimir estas situações.

O pré-aviso de greve nacional foi entregue esta quarta-feira, revelou Gilberto Lima que criticou os acordos não cumpridos pelas câmaras municipais, a quem acusou da não revisão das questões de melhoria salarial, falta de viaturas, subsídios de vida e materiais adequados para o exercício das funções dos bombeiros e mais dignidade e respeito pela classe.

Denunciou ainda a morosidade dos tribunais na situação dos profissionais da empresa Empreitel Figueiredo (MSF), alegando que o processo de execução sumário dos trabalhadores do MSF já entrou no seu quarto ano e ainda se aguarda pela justiça motivada pela fuga do empregador que deixou os trabalhadores à deriva.

A este propósito solicitou que a justiça se faça o mais urgente possível, para que os trabalhadores saiam desta situação incómoda que lhes vem sufocando há muito tempo.

SR/HF

Inforpress/Fim

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