SIACSA ameaça com “luta extrema” se as reivindicações dos estivadores continuarem sem resolver

 

Cidade da Praia, 31 Ago (Inforpress) – O presidente do SIACSA garantiu hoje que, se as reivindicações dos estivadores continuarem por resolver por parte da administração da Enapor, uma “luta extrema” será levada a cabo a partir do dia 02 de Setembro.

Em conferência de imprensa na Cidade da Praia, o presidente do Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Agricultura, Serviços Marítimos e Pecuários (SIACSA), Gilberto Lima, explicou que a classe, designadamente do porto da Praia (Santiago), da Palmeira (Sal), do Mindelo (São Vicente) e de São Filipe (Fogo), tem aguardado pela decisão da administração da Enapor há muito tempo.

A implementação do subsídio de risco é uma das reivindicações, segundo o sindicalista, acrescentando que na Praia têm assistido à redução “acentuada” dos rendimentos e “falta” de clareza quanto ao valor que os estivadores ganham, lembrando que o novo horário estabelecido, “contra a vontade” dos sindicatos e a classe de estiva, não resultou em ganhos palpáveis.

“No porto da Palmeira, a administração local não tem sabido gerir o caderno reivindicativo dos conferentes, os manobradores e agentes de tráfego e se não resolverem o problema dentro do prazo dado pelo SIACSA, essas classes profissionais poderão partir para uma luta extrema, a partir do dia 02 de Setembro”, assegurou.

De acordo com Gilberto Lima, é também necessário a implementação do subsídio de risco, a diminuição da idade de reforma para a classe, clarificar os dados concernentes aos valores de preços por trabalhos a toneladas e valores dos contentores e, ainda, rever a questão do transporte do pessoal que de momento está a ser “mal gerida”.

De acordo com o presidente do SIACSA, a administração da Enapor “não quer resolver os problemas reivindicativos, por isso, a partir desta 02 de Setembro, sábado, será enviado uma nota com a primeira forma de luta desencadeada por parte dos trabalhadores, que será uma manifestação.

Na conferência de imprensa de hoje, ao ar livre, Gilberto Lima também denunciou as reivindicações dos trabalhadores da Electra, nomeadamente o não reajuste salarial desde 2011 e a não melhoria das condições de trabalho no Monte Babosa, que vem sendo discutidas com a empresa desde o ano passado (2016) mas que não tem tido solução à vista.

DR/FP

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos