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SIACSA acusa Câmara Municipal de São Domingos de violação de direitos e liberdade sindical dos funcionários (c/áudio)

Cidade da Praia, 03 Out (Inforpress) – O Sindicato de Indústria, Alimentação, Construção Civil e Afins (SIACSA) acusou hoje a Câmara Municipal de São Domingos de violação de direitos e liberdade sindical dos funcionários, ao “não enviar” para os sindicatos as cotas descontadas nos salários.

Falando em conferência de imprensa, realizada hoje na cidade da Praia, o presidente do SIACSA afirmou que aquele sindicato não pode e nem deve continuar a “aguentar” a Câmara Municipal de São Domingos, no interior de Santiago, que vem “violando sistematicamente” os direitos e liberdade sindical, ao fazer descontos nos salários dos funcionários e não os enviar para os sindicatos, “com a alegação que não tem dinheiro”.

“Porque é que outras câmaras municipais pagam as suas cotas aos sindicatos e a de São Domingos não paga?”, questionou aquele responsável sindical, para quem o SIACSA não pode continuar a subsidiar a referida autarquia no “pagamento do ordenado a seus funcionários”.

Segundo disse, “há quase três anos” que “descontam, cerca de 13 mil escudos mensais, nos salários dos trabalhadores e não enviam para os sindicatos”. “Isso quer dizer que não têm dinheiro para pagar os salários completos. Na verdade, o sindicato está a recompor os salários dos seus funcionários”, ajuntou.

Gilberto Silva disse, entretanto, que de “tanto esperar e porque não há mostra de boa vontade da parte da CMSD em pagar o que deve” ao SIACSA, apesar das “inúmeras” tentativas de negociação aquele sindicato terá de agir de imediato, intentando uma acção no tribunal contra a autarquia liderada por Clemente Garcia.

Na mesma conferência de imprensa, Gilberto Lima voltou a denunciar aquilo que chama de “situações incompreensíveis, intolerante e até contraproducente” que está a acontecer com os vigilantes das empresas de segurança privada em todo o país.

Segundo disse, o Governo, através do Ministério da Justiça e Trabalho, “não deixa” sair a portaria de extensão das empresas de segurança privada e que, caso isso não venha a acontecer, “a turbulência existente no seio dos vigilantes poderá desembocar num clima laboral complicado desta classe trabalhadora”.

A situação laboral, conforme advogou, poderá ser ainda “mais tensa” caso não houver a melhoria salarial, já “acordado entre as empresas e sindicatos”.

“Alertamos o Governo e as empresas de segurança privada, sobre este facto e, caso esses problemas prevalecerem, temos que concluir que há falta de respeito e dignidade para como os vigilantes e que, perante o bloqueio, não há outra forma senão lutar até as últimas consequências”, ajuntou.

Gilberto Lima congratulou-se com a decisão do Governo em atribuir os reajustes salariais para os funcionários públicos. “Já não era sem tempo”, disse a mesma fonte, relembrando ainda ao primeiro-ministro que “os reajustes salariais devem ser atribuídos a todos os trabalhadores cabo-verdianos, incluindo os aposentados”.

“Todos os trabalhadores cabo-verdianos, afectos as empresas públicas e/ou privadas, institutos, serviços, merecem os reajustes salariais e melhoria de condição de vida. Sendo certo que para um trabalho digno, um salário digno”, afirmou aquele dirigente sindical.

GSF/ZS

Inforpress/Fim

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