Seul e Washington iniciam exercícios de combate simulado

U.S. President-elect Donald Trump speaks during a news conference in the lobby of Trump Tower in Manhattan, New York City, U.S., January 11, 2017. REUTERS/Lucas Jackson TPX IMAGES OF THE DAY
Seul, 13 Mar (Inforpress) – Os exércitos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos começaram hoje manobras anuais de combate simulado, num momento de particular tensão, após os testes de armamento da Coreia do Norte e a instalação do escudo antimísseis THAAD.
O exercício Key Resolve, que coordena em solo sul-coreano manobras no terreno ou exercícios de artilharia através de uma simulação por computador, vai realizar-se até ao próximo dia 24, disse à agência Efe um porta-voz do Ministério da Defesa da Coreia do Sul.
A mesma fonte explicou também que a Força Aérea sul-coreana está a realizar um exercício de combate para preparar respostas perante possíveis “provocações” de Pyongyang, que vai decorrer até 17 de março e no qual participam cerca de 50 aeronaves, incluindo os caças F-15 e FA-50.
Como tem sido habitual nos últimos anos, o Key Resolve coincide com a realização, na Coreia do Sul, das manobras conjuntas Foal Eagle, que arrancaram no passado dia 01 e duram até ao final de Abril.
Os exercícios Foal Eagle – que envolvem forças de infantaria, navais e aéreas sul-coreanas e norte-americanas – deste ano são os maiores até à data, depois de o regime norte-coreano ter realizado um número recorde de testes de armamento em 2016.
Pyongyang, que considera todas estas manobras como um ensaio para uma invasão do seu território, lançou a 06 de março quatro mísseis balísticos de médio alcance que caíram em águas japonesas, elevando a tensão regional.
A este cenário junta-se a instalação, que começou na semana passada, em solo sul-coreano, do THAAD, um sistema para travar projeteis norte-coreanos que ameacem cair sobre o Sul. A instalação do escudo foi rejeitada por Pyongyang e também gerou fortes críticas da China.
Pequim considera que os radares do THAAD podem interferir com os seus sistemas de defesa e, em represália, está a levar a cabo um boicote comercial encoberto contra os interesses sul-coreanos.
Inforpress/Lusa

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