Search
Generic filters
Filter by Categories
Ambiente
Cooperação
Cultura
Economia
Internacional
Desporto
Politica
Sociedade

Sete partidos da Guiné-Bissau pedem “medidas claras” à CEDEAO para acabar com crise

 

Bissau, 01 Jun (Inforpress) – Um grupo de sete partidos políticos da Guiné-Bissau escreveu à presidente da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Ellen Johnson Sirleaf, a pedir “medidas claras de impacto imediato” para acabar com a crise no país.

Na carta, divulgada quarta-feira à imprensa em Bissau, o grupo refere que acredita que “perante os riscos e ameaças que impendem sobre a Guiné-Bissau”, os chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, que vão reunir domingo em Monróvia, na Libéria, deverão “tomar medidas claras de impacto imediato” para evitar que a sub-região tenha outro “foco de crise de consequências imprevisíveis”.

“Temos fé na nossa organização sub-regional e na sapiência dos nossos chefes de Estado para compreenderem a justa medida da gravidade da situação prevalecente na Guiné-Bissau”, referem os partidos.

O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Partido da Convergência Democrática (PCD), União para a Mudança (UM), Partido da Nova Democracia (PND), Partido da Unidade Nacional (PUN), Partido de Solidariedade e Trabalho (PST) e o Movimento Patriótico foram as formações políticas que assinaram a carta.

No documento, os partidos salientam que a Guiné-Bissau se rege por um regime semipresidencialista e que o “Presidente da República, eleito por sufrágio universal, não governa”.

“Não detém, nem o poder constitucional de escolher o primeiro-ministro, os ministros e menos ainda de dirigir o Governo. O primeiro-ministro é o chefe de Governo, sendo escolhido pelo partido vencedor das eleições legislativas e nomeado pelo Presidente da República”, sublinham.

Nesse sentido, os sete partidos acusam o Presidente guineense, José Mário Vaz, de “tentar usurpar os poderes do Governo” e submeter o “sistema político a uma enorme tensão” e a alimentar uma “permanente instabilidade no país”.

“Estamos de facto confrontados com um golpe de Estado civil apoiado por políticos que apoiam o Governo de (Umaro Sissico) Embaló”, referem, acrescentando que aquele golpe de Estado deve ser sancionado pela CEDEAO e a comunidade internacional.

A Guiné-Bissau vive num impasse político há cerca de dois anos, depois da demissão pelo Presidente do país do primeiro-ministro guineense Domingos Simões Pereira, vencedor das eleições de 2014 pelo PAIGC.

Depois da demissão de Domingos Simões Pereira, o chefe de Estado já nomeou mais quatro primeiros-ministros, um dos quais duas vezes, por causa de divergências no parlamento entre os partidos, que acabou por deixar de funcionar.

Lusa/Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos