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Senado aprova à tangente novo director da NASA céptico das alterações climáticas

Washington, 20 Abr (Inforpress) – O Senado norte-americano aprovou na quinta-feira, à tangente, a nomeação do novo director da agência espacial norte-americana, com 50 votos favoráveis contra 49, colocando à frente da NASA um céptico das alterações climáticas, adiantou a Efe.

Jim Bridenstine será o novo director da instituição, confirmado pela própria NASA num comunicado citado pela agência noticiosa Efe, assumindo o cargo apesar das críticas da bancada da oposição democrata no Senado.

Os democratas consideram que Bridenstine tem uma escassa experiência em assuntos científicos para poder tornar-se no 13.º director da agência espacial, sendo também a primeira vez que um político é eleito para o cargo, outro dos aspectos destacados pela oposição.

A confirmação aconteceu depois de no passado mês de Novembro o Comité de Comércio do Senado ter aceitado a nomeação, também uma margem estreita de apenas um voto.

O nome de Bridenstine não colheu unanimidade entre os republicanos, tendo o senador Marco Rubio dito que não estava “entusiasmado” com o perfil do novo director momentos antes da votação.

“A NASA é uma organização que necessita ser dirigida por um profissional do espaço”, disse o senador antes de votar a favor.
Numa entrevista em 2016, Bridenstine revelou-se céptico das alterações climáticas: “Diria que o clima está a mudar. Sempre mudou. Houve períodos de tempo, muito antes do motor de combustão interna, em que a Terra era muito mais quente do que é hoje”.

Ex-piloto de combate da Marinha norte-americana, que participou nas guerras do Iraque e do Afeganistão, Bridenstine conseguiu um lugar de deputado na Câmara dos Representantes em 2012, depois de trabalhar como director executivo do Museu do Espaço e do Ar, em Tulsa, Oklahoma.

Como membro do Comité de Ciência, Espaço e Tecnologia da câmara baixa do Congresso norte-americano, o novo director proposto por Trump chegou a apresentar um projecto de lei com o nome ‘Lei do Renascimento Espacial norte-americano”.

A chegada de Bridenstine à NASA acontece numa altura em que a agência espacial tentar voltar à Lua e lançar naves tripuladas ao espaço a partir de território americano novamente.

Lusa/Fim

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