Seminário Afreximbank chega ao fim com Governo a mirar financiamentos para “grandes projectos”

 

Santa Maria, Ilha do Sal, 09 Nov (Inforpress) – A 17ª edição do Seminário do Banco Africano de Importação e Exportação (Afreximbank), que decorreu na ilha do Sal durante três dias, chegou hoje ao fim com o Governo a mirar financiamentos para “grandes projectos”.

Depois de três dias de “intenso trabalho”, chega ao fim o fórum no qual participaram cerca de duas centenas de delegados de várias regiões africanas e do mundo.

O ministro das Finanças Olavo Correia deixou algumas notas de agradecimento aos que trabalharam na organização e “sucesso” deste evento, especialmente ao presidente do Afreximbank, Benedict Okey Orama e sua equipa, e todos quantos vieram de longe.

Ciente que Cabo Verde “dificilmente” poderá avançar se se pensar apenas nas condições a nível do país, Olavo Correia disse que há que olhar para o mundo e o “céu é o limite”, isto tendo em mira financiamento para “grandes projectos” na Afreximbank.

“Não há aqui restrição em relação ao financiamento. Nós temos que ser capazes de ir buscar financiamentos, apresentando projectos bancáveis, rentáveis, bem montados, transparentes e bem governados. Se assim for o limite é o céu. Tudo será possível”, exteriorizou o governante.

Para o titular da pasta das Finanças, esse engajamento do Afreximbank para financiar projectos no domínio do hub aéreo, transportes marítimos, agricultura, no sector financeiro, entre outros domínios, é “essencial” para o futuro de Cabo Verde.

“Contar com o engajamento de um banco africano para financiar projectos em Cabo Verde é para nós algo extraordinariamente importante. O engajamento que foi aqui reafirmado dá-nos confiança em como seremos capazes de viabilizar projectos muito importantes em São Vicente, no Sal, em Santiago, na ilha do Maio… que fará do nosso país um país diferente”, conjecturou.

“Nós queremos mudar o nosso país e estamos a contar com um suporte importante. Mas como é óbvio, isso tem exigências. Temos que cumprir com as normas internacionais, ter empresas bem governadas, bem geridas, transparentes, com bom modelo de governança (…) para que possam ter acesso ao vasto mercado de capital internacional. Tudo depende de nós e das nossas capacidades”, aclarou.

Esta relação com Afreximbank leva Olavo Correia almejar, daqui para a frente, um Cabo Verde com “mais projectos, mais emprego, mais rendimento e mais qualidade de vida” em todas as ilhas do arquipélago.

“Estamos a trabalhar em parceria com o sector privado porque o Estado não pode investir muito nos próximos tempos, já que supra endividado. Temos que ser muito racionais no investimento público, estabelecer parcerias, criar um ecossistema, ter um papel liderante para que os privados invistam, e nós juntos, iremos para os mercados internacionais buscar financiamento para viabilizar os projectos que podem ser transformadores da economia cabo-verdiana”, explanou.

Afreximbank é uma instituição financeira que promove o financiamento, investimento, as trocas comerciais no Continente Africano, entre os países africanos.

SC/AA

Inforpress/Fim

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