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Segurança Privada: Vigilantes vão ter aumento salarial em Janeiro de 2020 – SIACSA (c/áudio)

Mindelo, 21 Nov (Inforpress) – Os vigilantes das empresas de segurança privada terão aumento salarial em Janeiro de 2020, uma garantia dada hoje, no Mindelo, pelo presidente da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Serviços Marítimos e Afins (SIACSA), Gilberto Lima.

Segundo o sindicalista, tal decisão está mesmo consagrada depois de “várias lutas sindicais” desencadeadas por este sindicato e vigilantes, nas cidades da Praia e do Mindelo, em que o Governo actual “foi obrigado” a sentar à mesa com as empresas e os sindicatos para negociar o processo de melhoria salarial da classe.

No dia 11 deste mês, conforme a mesma fonte, aconteceu um encontro entre as partes, empresas, sindicatos e Governo, “para ultimar o processo que até o fim deste ano estará pronto”, começando pela publicação do Preço Indicador de Referência (PIR) para a prestação do serviço destas empresas.

“Quer dizer que, com isto, até Janeiro de 2020 os vigilantes vão ter a sua melhoria salarial”, garantiu Gilberto Lima, adiantando que a partir de então “nenhuma das empresas” vai poder assegurar um posto de trabalho sem ser baseado no PIR, que deverá aumentar o salário mínimo dos vigilantes, até agora de 15 mil escudos, para 20 mil escudos.

O número de vigilantes que laboram no país, ajuntou, são cerca de 3 mil distribuídos por 17 empresas com o SIACSA a representar cerca de 50 por cento (%) deste total, e que lutou num “processo longo e complexo”, desde 2004, para que os funcionários da segurança privada nacional tivessem “dias melhores”.

Entretanto, segundo a mesma fonte, neste momento andam outros sindicatos a “sondar e convocar”, no Mindelo, os seus associados para reuniões, quando “não têm legitimidade para o fazer”.

“É uma pouca-vergonha e é inadmissível estar a convocar os associados de um outro sindicato para uma reunião, ainda por cima pessoa ou pessoas que nem sequer conhecem o dossiê do sector e nem dos passos e soluções encontradas”, denunciou Gilberto Lima, acrescentando que estes sindicatos, que não quis dizer o nome, “abandonaram” as negociações logo na discussão do Acordo Colectivo de Trabalho (ACT).

“E agora que as coisas estão no fim querem aparecer, que parem e não atrapalhem e que deixem as coisas acontecerem a favor dos vigilantes”, lançou.

Gilberto Lima aproveitou ainda a conferência de imprensa para anunciar a realização da sétima Assembleia Delegada, órgão máximo do SIACSA, previsto para 30 deste mês, em simultâneo no Mindelo e na cidade da Praia, sob o lema “Um olhar diferente para o sindicalismo cabo-verdiano”.

O congresso, que acontece na sede da Enapor, em São Vicente, e na cidade da Praia (via vídeo-conferência), também servirá para se fazer uma alteração nos estatutos e, por conseguinte, a retirada do âmbito floresta e entrada dos sectores segurança privada e serviços marítimos e portuários na designação do sindicato.

Gilberto Lima disse não saber precisar quantas listas devem concorrer à renovação dos órgãos, mas, assegurou que vai encabeçar uma das listas uma vez que está “blindado” pelos estatutos do SIACSA, que determinam que o presidente do sindicato deverá receber um salário a partir dos 65 anos.

“Eu já pedi duas vezes para sair e poder descansar, mas eles não querem tirar um para meter outro”, assinalou.

A reunião terá a presença de 120 delegados, divididos entre São Vicente e Santiago, que foram eleitos na assembleia-geral realizada 90 dias antes deste Congresso, e ainda mais 20 delegados natos.

O evento acontece na mesma data que o SIACSA completa 23 anos de existência.

LN/ZS

Inforpress/Fim

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