Segurança privada: Concorrência desleal está a prejudicar os trabalhadores – SIACSA

 

Cidade da Praia, 10 Nov (Inforpress) – O presidente do Sindicato da Indústria, Agricultura, Comércio e Serviços Afins (SIACSA), Gilberto Lima, afirmou hoje, na Cidade da Praia, que a concorrência desleal no seio das empresas de segurança privada está a prejudicar os trabalhadores.

Gilberto Lima falava durante uma conferência de imprensa convocada para denunciar o despedimento de cerca de 80 trabalhadores por parte da empresa Sonasa, com o argumento de que perdeu postos de trabalho para outra empresa do mesmo ramo.

“Esses vigilantes viram os seus postos de trabalho entregues a outros vigilantes. A concorrência desleal obriga que uma empresa perca um posto de serviço porque uma outra apresentou valores mais baixos para prestar o mesmo serviço. Enquanto isso, os trabalhadores com vários anos de serviço ficam desempregados”, denunciou.

Segundo Gilberto Lima, esta situação poderia ser evitada caso as autoridades tivessem implementado o regulamento que estipulasse o valor real para a prestação do serviço.

Conforme adiantou o sindicalista, para um posto 24 horas deve ser cobrado, pelo menos, 140 mil escudos. No entanto, algumas empresas, a quem acusa de concorrência desleal, cobram 100 mil ou menos por um posto de trabalho, o que na sua perspectiva “é manifestamente insuficiente” para que estas cumpram os seus compromissos.

“São empresas que não conseguem honrar os seus compromissos junto do INPS (Instituto Nacional de Previdência Social) e das Finanças. Então, isso mostra que medidas têm de ser tomadas para que essas empresas possam pautar-se pela prestação de um serviço de qualidade e honrar os seus compromissos”, disse.

Durante a conferência de imprensa, o presidente do SIACSA acusou ainda a administração do Laboratório de Engenharia Civil (LEC) de incumprimento do acordo celebrado com o sindicato.

Segundo precisou, há mais de um ano que os técnicos aguardam pela implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), uma situação, que conforme avançou, está a tornar-se “fastidioso” para os funcionários que passam por uma situação de “penúria”.

Gilberto Lima aproveitou para avisar que, caso a administração do LEC não resolver os problemas dos trabalhadores, que arrastam desde de 2008, o SIACSA e os trabalhadores podem partir para uma “nova forma de intervenção”.

MJB/CP

Inforpress/fim

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