Segurança e a defesa nacional constituem um dos vectores mais importantes da política externa – Presidente da República

Cidade da Praia, 17 Jan (Inforpress) – O Presidente da República, José Maria Neves, considerou hoje, na Cidade da Praia, que a segurança e a defesa de Cabo Verde constituem um dos vectores mais importantes da política externa.

O Chefe do Estado fez essa afirmação ao presidir a abertura da Conferência Anual de Política Externa 2022 (CAPE 22), sobre o tema “Desafios da diplomacia cabo-verdiana face à pandemia da covid-19”, promovida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional, visando debater temas relevantes sobre política externa nacional e à sua diplomacia, bem como temas de actualidade mundial.

“A segurança e a defesa de Cabo Verde constituem um dos vectores mais importantes da política externa. Tendo por base a posição geoestratégica de Cabo Verde, no cruzamento da Europa, América e África e o seu imenso território marítimo, as parcerias estratégicas e demais instrumentos de cooperação bilateral e multilateral para a segurança devem continuar a merecer uma atenção particular”, disse.

Assim, para além da necessidade de se aprofundar o relacionamento com a NATO e com todos os países com os quais coopera no domínio da segurança e estabilidade do Atlântico, José Maria Neves entende que uma atenção particular deve ser dispensada ao reforço do contributo de Cabo Verde para que a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS) e cumpra plenamente a sua missão enquanto espaço fundamental de manutenção da paz e de combate a qualquer tipo de ameaça no corredor do Atlântico Sul.

“Estamos aqui a falar da necessidade do reforço da diplomacia para a segurança, como meio de consolidação da rede de parcerias em matéria de defesa, segurança, desde logo a segurança marítima e estabilidade”, frisou.

Para José Maria Neves, no âmbito das Nações Unidas, uma importância particular deve continuar a ser dispensada à revitalização dessa organização internacional e de carácter universalista, designadamente, no que à reforma do Conselho de Segurança diz respeito.

Com efeito, essa revitalização passa pela necessidade de uma reforma do Conselho de Segurança, segundo ele, que possa conferir uma maior abrangência dos Estados Membros na tomada de decisões atinentes à paz e segurança internacionais.

“É chegada a hora de o Conselho de Segurança ser mais representativo e alargado, reservando à África o direito a assentos permanentes. O nosso continente dispõe de recursos, talentos e imaginação para ser um dos mais importantes actores políticos e económicos deste Século XXI. Neste particular, não seria já tempo de Cabo Verde, perto de 30 anos depois, voltar a pleitear por um mandato como membro não permanente do Conselho de Segurança?”, questionou.

Para o Presidente da República, seria uma forma de aumentar a visibilidade externa do país, o seu prestígio e utilidade na arena internacional.

DR/ JMV
Inforpress/Fim

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