Secretários do PAICV em Santiago Sul posicionam-se contra inclusão da taxa de saneamento nos serviços de água

 

Cidade da Praia, 23 Ago (Inforpress) – Os primeiros secretários do PAICV da Região Política de Santiago Sul posicionaram-se hoje contra a taxa de saneamento praticada pelos serviços de Águas de Santiago, que inflaciona em 20 por cento o valor de facturação de água.

Em conferência de imprensa hoje, na Cidade da Praia, os primeiros secretários do Partido Africano da Independência de Cabo Verde para esta região política, que abrange Praia Sul, Norte, Este e Oeste, Ribeira Grande de Santiago e São Domingos, questionam o aumento da água “num momento em que a empresa Águas de Santiago dá sinais claros” de que “não está a prestar um serviço minimamente de qualidade aos utentes”.

Deste modo, apelam no sentido da “massificação” do fornecimento de água e dos serviços de saneamento e à redução das perdas físicas e comerciais, bem como “uma maior justiça e inclusão da água e saneamento”, ressalvando que muitos os utentes estão a ser obrigados a pagar pela água “à qual não têm tido acesso” e por uma taxa de saneamento, “sem que estejam sequer ligados à rede de esgotos ou a fossa séptica”.

Manuel Teixeira, porta-voz do grupo, considera ser necessária que o Governo e a empresa Águas de Santiago tenham capacidade de encontrar soluções, por forma a assegurar um fornecimento regular da água e “não afrontarem os cidadãos de Santiago Sul”, alegando que os mesmos estão a ser obrigados “injustamente” a pagar por um bem ao qual não têm acesso.

“Nas áreas com ligações à rede pública, o abastecimento varia entre 40-60 litros/dia per capita e nas áreas servidas por chafarizes/fontanários, ele ronda à volta de 10-20 litros/dia, dados muito distantes dos 110 litros por dia per capita, preconizados pela OMS”, explica Manuel Teixeira.

Nesta óptica, os líderes sectoriais do PAICV consideram que o Movimento para a Democracia (MpD), governa exatamente no “sentido contrário” àquilo que prometeu aos cabo-verdianos e se comprometeu a fazer.

Sublinharam, por outro lado, que os cabo-verdiano têm sentido nos últimos meses, um aumento do custo de vida marcado pela subida de preços dos bens essenciais como água, eletricidade e combustíveis, designadamente o gás butano.

SR/FP

Inforpress/Fim

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