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Secretário-geral da UCCLA afirma que África deve e tem de olhar o futuro e os seus interesses

Cidade da Praia, 25 Mai (Inforpress) – O secretário-geral da UCCLA, Victor Ramalho, destacou hoje a importância do Dia da África, afirmando que o continente “deve e tem de olhar o futuro e que o interesse geral deve prevalecer sobre  os interesses egoístas”.

Numa mensagem alusiva ao Dia da África, que se celebra anualmente a 25 de Maio, Victor Ramalho lembrou que nos debates aquando da criação da fundação da OUA, a 25 de Maio de 1963, hoje conhecida como União Africana, o posicionamento dos países então representados no acto constitutivo fizeram reflectir as diferenças a seguir no rumo da marcha do continente africano.

Nessa altura, referiu o secretário-geral da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA),  o mundo encontrava-se dividido em dois blocos, o dos Estados Unidos da América (EUA) e o da ex-URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), realçando que a “guerra fria que se desenrolava na Europa deu lugar, em África, a guerras quentes por interpostos agentes que tinham como pano de fundo o mundo bipolar”.

Para o secretário-geral da UCCLA, a União Africana foi incapaz de reconhecer as profundas divergências causadas pelo mundo bipolar, acrescentando que esta realidade conduziu os países recém-independentes a serem vítimas do próprio círculo vicioso da pobreza, por ausência de uma aposta num desenvolvimento económico coerente, agravando o autoritarismo do exercício do poder político.

No dia que se comemora o Dia da África, realçou este responsável, é com este novo mundo que o continente deve e tem de olhar o futuro.

“Ao fazê-lo, não é possível deixar de considerar que o peso do endividamento global, muito significativo, impõe negociações diferentes das que, até ao presente, foram encaradas para que seja possível fazer canalizar investimentos, que resultem da libertação de compromissos com moratórias a acordar, o que vai no interesse dos próprios credores”, salientou.

Defendeu neste sentido, a necessidade de convergir esforços para a superação de tensões e conflitos, alguns dos quais, precisou, se sustentam em radicalismos extremos, com alegadas raízes messiânicas que nada têm de fundamentos religiosos.

Apontou ainda a necessidade de combate às fortes desigualdades que se agravaram com a pandemia da covid-19, referindo que o consequente combate à corrupção não pode deixar de estar na ordem do dia.

Para Victor Ramalho, o futuro da África assenta também sobretudo na priorização da sustentação dos países com a valorização do sector primário, com destaque para a agricultura e as pescas.

Lamentou, por outro lado, a impossibilidade da realização de uma iniciativa presencial evocativa da data devido à pandemia da covid-19, ressalvando que isto não faz com que a UCCLA deixe de assinalar este dia, com os olhos sempre postos no futuro da África e dos países africanos e em especial dos de língua oficial portuguesa.

“As medidas de desconfinamento que se começaram a tomar, na sequência da vacinação generalizada, vão seguramente possibilitar iniciativas presenciais que representam o pulsar da energia da África e dos africanos, com debates alargados e meritórios que reforcem uma maior esperança de desenvolvimento humano para todos”, concluiu.

A UCCLA  é uma associação intermunicipal de natureza internacional, criada a 28 de Junho de 1985.

Assinaram o acto de fundação, as cidades de Bissau, Lisboa, Luanda, Macau, Maputo, Praia, Rio de Janeiro e São Tomé.

Ao convocar oito cidades capitais de língua oficial portuguesa em quatro continentes – África, Ásia, América do Sul e Europa para a fundação da UCCLA, Nuno Krus Abecasis, o fundador da organização, quis encontrar no desenvolvimento de acções concretas o terreno ideal para a concreta e plena realização do intercâmbio de experiências e cooperação, em ordem a um melhor conhecimento recíproco.

O dia 25 de Maio é considerado o Dia da África porque foi neste dia, em 1963, que se criou a Organização de Unidade Africana (OUA), na Etiópia, com o objectivo de defender e emancipar o continente africano.

Em 2002, a OUA foi substituída pela União Africana, que reafirmou os objectivos de “uma África integrada, próspera e pacífica, impulsionada pelos seus cidadãos e representando uma força dinâmica na cena mundial”.

Este dia recorda a luta pela independência do continente africano, contra a colonização europeia e contra o regime do Apartheid, assim como simboliza o desejo de um continente mais unido, organizado, desenvolvido e livre.

CM/HF

Inforpress/fim

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