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Secretário de Estado defende que futuro no mercado do trabalho passa por investir nas competências humanas (c/áudio)

Cidade da Praia, 13 Nov (Inforpress) – O secretário de Estado Adjunto do Ministro do Estado, defendeu hoje, na cidade da Praia, que o futuro no mercado do trabalho passa por continuar a investir nas competências humanas.

Carlos Monteiro fez esta afirmação na abertura da Academia “O Futuro do Trabalho e os Empregos do Futuro”, promovido pelo Governo de Cabo Verde no quadro do programa de Apoio ao Emprego, Empregabilidade e Inserção- Jov@Emprego.

O futuro para o jovem não é um “bicho-de-sete-cabeças”, para Carlos Monteiro, que, entretanto, advogou que a diferença no futuro vai continuar a ser feita pela inteligência humana, isto é, os factores e as competências humanas vão continuar a fazer diferença no futuro do mercado de trabalho.

A questão que se coloca agora, segundo o secretário, é como é que vão utilizar esse “crescente e acelerado desenvolvimento tecnológico” para poderem ter um “crescimento sustentável e inclusivo”.

“Ou seja, englobando todos, melhorando às condições de trabalho para os jovens e mais velhos, melhorando a nossa cobertura na protecção social e também contribuindo para que o crescimento económico respeite a questão da economia azul e verde, porque o crescimento sustentável terá que respeitar necessariamente os oceanos e as questões ambientais”, destacou.

Para este debate de três dias, o secretário de Estado trouxe para reflexão o último relatório da OIT sobre o futuro do trabalho para a juventude, que, a seu ver é uma agenda baseada na dignidade da pessoa humana e visa garantir os direitos do trabalhador e garantir um trabalho decente para todos.

Esta agenda, destacou, aponta que há que aumentar o investimento nas capacidades das pessoas através da formação contínua, a capacidade que cada Governo terá em melhorar as políticas que ajudem os trabalhadores a passar por esta fase de transição com a quarta revolução industrial.

Respeitar a equidade do género, garantir a protecção social universal desde início até ao fim da vida laboral e depois do período da reforma e investir nas instituições são outros eixos desta agenda.

“Todos esses eixos e notas que realçamos leva-nos àquilo que terá que ser resultado a sair dessa academia e algumas recomendações sobre as acções que devemos ter. Essas recomendações, eu não quero ser adivinho, mas certeza que sairão cobertas pelo chapéu que é urgente actuar”, disse ajuntado que qualquer política que queiram adoptar para garantir essas condições no futuro no mercado de trabalho terão que ser acompanhadas de medidas a tomar no imediato.

Para o secretário de Estado para a Inovação e Formação Profissional, Pedro Lopes, o desafio da empregabilidade no futuro é uma questão que tem que ser discutido no presente, e, para isso, chamaram 100 jovens de todo o país e 44 conferencistas para discutirem o emprego do futuro na economia azul, verde e digital.

Estas três áreas, realçou, são “importantes” para o Governo e estão identificadas no Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável, por isso há necessidade de os jovens estarem preparados para darem respostas a cada uma delas.

Pedro Lopes reafirmou o compromisso do Governo em alcançar até final da legislatura 45 mil postos de trabalho.

“Todos os cabo-verdianos estarão felizes, certamente, se nós atingirmos esta meta. (…). Já são 10 mil jovens, cinco mil em estágios profissionais e cinco mil na capacitação da formação profissional e penso que nós poderemos atingir essa meta. O Governo tem criado as condições para que, trabalho não podemos criar para todos, mas que não faltem oportunidades”, sublinhou.

A cerimónia de abertura da academia contou com a presença da representante da Organização Internacional do Trabalho, da representante da ONU e da Encarregada dos Negócios do Luxemburgo.

O Programa de Apoio ao Empego, Empregabilidade e Inserção- Jov@Emprego é executado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento com financiamento do Grão-Ducado do Luxemburgo.

AM/ZS

Inforpress/Fim

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