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Secretário de Estado da Educação aconselha Uni-CV a ajustar as suas ofertas às necessidades do mercado

Assomada, 30 Jan (Inforpress) – O secretário de Estado da Educação, Amadeu Cruz, aconselhou, hoje, em Assomada, a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) a ajustar as suas ofertas às necessidades do mercado, visando atender as “necessidades específicas” dos alunos.

“Há uma estabilização de número dos alunos, cerca de 12.000 no Ensino Superior. Eu não reajo às afirmações da senhora reitora. O que eu digo é que as universidades são autónomas e a Universidade de Cabo Verde tem autonomia, tem autonomia para gerir os planos de estudos, para ter as ofertas ajustadas às necessidades do mercado, para atender as necessidades específicas dos alunos”, disse Amadeu Cruz.

O governante, que falava à imprensa no final de uma visita de dois dias que a ministra da Educação, Maritza Rosabal, efectuou ao concelho de Santa Catarina (ilha de Santiago), afirmou que não está a reagir ao anúncio feito pela reitora da Uni-CV, Judite Nascimento, à Inforpress, sobre a redução dos alunos na universidade pública.

“Pode ser que haja um ou outro curso que não esteja adaptado à realidade e, por causa disso, pode não ter procura. E não é só por uma questão social e da falta de condições financeiras, pode ser também do ajustamento da oferta formativa da universidade pública às especificidades do mercado cabo-verdiano e das necessidades de Cabo Verde”, notou o secretário de Estado da Educação.

Amadeu Cruz acredita que por ter autonomia financeira, pedagógica e científica, assim como outras universidades, a Universidade de Cabo Verde pode, perfeitamente, ajustar as suas ofertas para atender as demandas da sociedade.

Por outro lado, a mesma fonte reconheceu que aquela instituição universitária tem alguns factores de “insustentabilidade”, tendo indicado que o Governo está a trabalhar para que possam ter um contra-programa assinado com a Uni-CV.

“Estamos a trabalhar um plano indicativo de Ensino Superior que vai orientar as universidades, para termos, cada vez mais, os cursos superiores alinhados com as necessidades do mercado e com os objectivos do desenvolvimento do país. É nesta óptica que temos que trabalhar e não numa óptica de passar responsabilidades”, vincou Amadeu Cruz.

Ainda relativamente ao Ensino Superior, o governante referiu-se à existência de um programa de acção social “muito intenso”, tendo indicando que pela primeira vez nos últimos 15 anos “duplicaram” as bolsas de estudos que têm mais de 1100 novos bolseiros neste ano lectivo 2018/19, sendo que dessa metade (mais de 500 novos bolseiros da Ficasse) são da Universidade de Cabo Verde.

Ou seja, ajuntou, a Universidade de Cabo Verde acolhe maior parte do esforço do Estado para apoiar os estudantes universitários.

“O Governo entende que temos que avançar mais e por isso estamos a trabalhar no novo modelo de financiamento do Ensino Superior para responder às demandas da sociedade. Entendemos que as universidades podem querer mais, que as famílias podem ter necessidades e nós estamos a trabalhar nesse sentido para dar respostas”, enfatizou.

Tendo em conta que a Universidade de Cabo Verde tem um pólo em Santiago Norte, fez saber que estão a trabalhar com àquela instituição do ensino superior no sentido de se revitalizar o ensino das Ciências Agrárias, mormente Agricultura, Pecuária, Florestas, Recursos hídricos e energias, viradas para produção de água, para que possam ver que vão ter mais alunos a estudá-las, visando ainda revitalizar e fortalecer este pólo.

FM/JMV

Inforpress/Fim

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