Secretária-geral da UNTC-CS desafia Emprofac a implementar acordo colectivo de trabalho (c/áudio)   

Cidade da Praia, 14 Ago (Inforpress) – A União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS) desafiou hoje a gestão da Emprofac a implementar o acordo colectivo de trabalho de modo a dar “mais tranquilidade” à classe laboral da empresa.

O repto foi lançado pela secretária-geral, Joaquina Almeida, que efectuou hoje uma visita à Empresa Nacional de Produtos Farmacêuticos (Emprofac) com o intuito de se inteirar da situação laboral, do desempenho durante e pós covid-19 e avaliar o estado da responsabilidade social.

Segundo a sindicalista, a Emprofac é uma empresa que tem vindo a cumprir com as convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobretudo no que diz respeito a convenção 87 da liberdade sindical e convenção 100 da igualdade de remuneração, faltando apenas a convenção 97 referente a negociação colectiva.

“É uma preocupação que deixamos aqui, para que o presidente tenha a abertura de receber mais sindicatos, e já mostrou através da sua directora dos recursos humanos, mas também para promover uma negociação colectiva para que os trabalhadores tenham a oportunidade de terem esse instrumento que é fundamental”, referiu.

Explicou que é um acordo escrito relativo às condições de trabalho e de emprego, na qual consta toda a vida da empresa relacionada com os trabalhadores.

“Gostaríamos que este acordo estivesse espelhado num documento que depois depositado na Inspecção Geral do Trabalho, mas que todos os trabalhadores teriam a possibilidade de ter em mãos para poderem aplicar em caso de dúvida, para que caso venha uma nova administração da possa continuar a aplicar esse documento”, mencionou Joaquina Almeida que elogiou a gestão do actual presidente do conselho de administração da empresa.

Na ocasião manifestou a sua satisfação pela actuação da empresa durante o estado de emergência decreto por causa da pandemia da covid-19, pela sua produtividade, mas também pela relação laboral desenvolvida com os trabalhadores.

“É uma empresa que em termos de facturação é a terceira do País, mas em condições para os trabalhadores é a primeira” referiu a sindicalista, que parabenizou a Emprofac pela responsabilidade social que têm vindo a desenvolver.

Por seu turno, o presidente do conselho da administração da Emprofac, Gil Évora, mostrou “total abertura e disponibilidade” em colaborar e negociar com UNTC-CS para a elaboração desse documento que, segundo o mesmo, irá dar “muita tranquilidade” à classe laboral da empresa.

“Vamos aguardar a assembleia geral do dia 28 de Agosto para saber qual será o futuro imediato da empresa, mas pensamos que logo a seguir estaremos em condições de negociar esse acordo colectivo de trabalho que é do interesse do sindicato, mas também da empresa e dos trabalhadores”, assegurou.

Gil Évora garantiu que a sua administração já estava a trabalha nesta questão, que depois será partilhado com a UNTC-CS, no sentido de discutirem os pormenores do acordo colectivo de trabalho.

“Uma empresa com a dimensão da Emprofac para conseguir os seus objectivos terá de ter um bom ambiente laboral ter os trabalhadores com a máxima produtividade possível”, afirmou Évora, que considerou que o ambiente laboral da empresa “é bom”.

Neste momento, a Emprofac emprega cerca de 60 pessoas entre a sede, em Santiago, e em São Vicente.

AV/AA

Inforpress/Fim

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