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SCM quer alojar 20 milhões de obras e gravações musicais em servidores nacionais

Cidade da Praia, 31 Ago (Inforpress) – A Sociedade Cabo-verdiana de Música (SCM), quer criar uma plataforma online para alojar 20 milhões de obras e gravações musicais dos autores e artistas cabo-verdianos, registadas naquela entidade de gestão colectiva, anunciou hoje a presidente. 

A ideia foi revelada pela presidente da SCM, Solange Cesarovna Rodrigues, hoje de manhã, na Cidade da Praia, durante a assinatura de um protocolo entre a Sociedade Cabo-verdiana de Música e o Núcleo Operacional para a Sociedade de Informação (NOSi). 

Em declarações à imprensa, a presidente da SCM, Solange Cesarovna, explicou que este acordo constitui um passo muito importante para as próximas etapas da sociedade, que assentam no quadro da digitalização de todas as obras e gravações musicais que estão registadas na SCM. 

“Estamos a falar de algo que consideramos ser um marco, pelo que nós almejamos, enquanto entidade de gestão colectiva, que é patriota e que quer que as obras e as gravações musicais estejam também alojadas em servidores nacionais, sendo que neste momento temos a defesa de um catalogo de 20 milhões de obras e gravações musicais”, apontou. 

Para a optimização dos custos e fazer o alojamento de todo esse acervo, sublinhou que a SCM precisa de parceiros nacionais, tendo o NOSI disponibilizado para apoiar esta iniciativa que vai permitir que as obras e gravações musicais dos autores e artistas cabo-verdianos estejam alojados em Cabo Verde, no continente africano. 

Por outro lado, vai criar condições para a materialização do portal do autor e artistas da CSM, permitindo assim a descentralização das acções dos registos dos autores e artistas que vivem nas diferentes ilhas, na diáspora e ainda no pedido de licenciamento, sendo que a ideia é tornar este serviço automatizado e online. 

“A ambição é que mais ou menos daqui a um ano possamos trazer os primeiros resultados de tudo, como o desenvolvimento da plataforma, da migração e alojamento das nossas obras e gravações musicais e de outros pontos extremamente importantes que a própria plataforma prevê, que é a emissão de licenças de forma online para utilização da música em diferentes formatos utilizados”, referiu. 

Por seu turno, o presidente do Concelho de Administração (PCA) do NOSI, Carlos Tavares Pina disse que pelo facto de a música ser um dos factores distintivos para a competitividade do país e pelo facto de a cultura ser algo que distingue o país do resto do mundo, decidiram abraçar este projecto que irá abranger diversas áreas. 

“A SCM já tem uma plataforma que esta ligada à plataforma mundial dos direitos dos autores e de criadores, mas precisa de um portal que interaja com os autores, e o NOSI pode apoiar nesse aspecto associado a outras empresas do sector privado para rapidamente ajudar a sociedade cabo-verdiana de música”, apontou. 

Avançou que este acordo prevê apoio a nível de infra-estruturas, de alojamento, e poderá ainda impulsionar e dinamizar toda a tecnologia de ‘screem’ existente no país, sobretudo nesta era digital e no contexto pandémico permitindo assim a criação de novos artistas. 

AV/HF

Inforpress/Fim 

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