SCM e autarquia da Ribeira Grande de Santiago assinam protocolo visando a defesa dos direitos autorais

Cidade da Praia, 26 Jan (Inforpress)- A Sociedade Cabo-Verdiana de Música (SCM) e a Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago (CMRGS) rubricaram hoje um protocolo de comprometimento do pagamento dos direitos autorais pela autarquia, realização de formação e criação de um balcão único.

A presidente da Sociedade Cabo-Verdiana de Música, Solange Cesarovna, que rubricou o documento, destacou a “extrema importância” de iniciar o ano 2022 com a firmação do primeiro protocolo.

Nesta linha, exprimiu agradecimentos à CMRGS por estar a colaborar com os autores e artistas de Cabo Verde, no sentido de “cada vez mais chegarem perto do sonho” de não só ganhar o devido e digno reconhecimento da profissão, mas também de poder viver da profissão assim como os vários profissionais têm o privilégio de viver das suas respectivas profissões.

Explicou que para além da assinatura do protocolo de comprometimento do pagamento dos direitos autorais por parte da autarquia, a partir do ano 2022, irão criar condições para a realização de formação necessária para todos os interessados.

“Pretende-se a descentralização dos serviços da SCM, criação de um balcão único na CMRGS, ações de formação para residentes e dos outros municípios de Cabo Verde, ações de formação para parceiros e utilizadores de música na área da cultura dos empreendimentos turísticos, restauração e outras áreas que têm por objecto a presença da música no negócio aqui no concelho”, apontou Solange Cesarovna.

A SCM e a CMRGS, indicou esta responsável, irão trabalhar, igualmente, o estímulo e a iniciativa musical dos jovens artistas daquela concelho e para também “possibilitar” o apoio de lançamento de alguns trabalhos musicais que sem parcerias podem ficar em anonimato.

O presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, Nelson Moreira, avançou, por sua vez, que com esta rubrica, a autarquia pretende ser um “modelo” na defesa dos direitos dos autores e artistas.

“Trabalhar também no sentido de sensibilizar os operadores culturais e turísticos para defenderem também os direitos autorais”, frisou o autarca.

A ideia, acrescentou, é começar com a sensibilização e formação e depois partir para a criação do balcão único, para que os funcionários estejam, também, aptos para explicar melhor este novo serviço.

TC/JMV

Inforpress/Fim

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