SCM defende consolidação da “justa remuneração” da classe artística e autoral africana

Cidade da Praia, 12 Out. (Inforpress) – A Sociedade Cabo-verdiana de Música defendeu hoje a protecção dos direitos autorais no sector digital e os contratos justos Win Win como um dos caminhos fundamentais para a consolidação da “justa remuneração” da classe artística e autoral africana.

Solange Cesarovna, presidente da SCM, defendeu esta posição durante a apresentação do backbone da indústria musical cabo-verdiana 2013- 2025, no 1º Tropic Business Summit do continente africano que Cabo Verde acolhe, na Cidade da Praia, entre os dias 10 e 15 de Outubro.

Cesarovna debruçou-se sobre os valores e a visão 2025, que se alicerça no potencial e desafios do digital para potencializar a monetização dos direitos autorais dos músicos cabo-verdianos e dos países irmãos do continente africano, através de diversos projectos e iniciativas, entre os quais, o do Hub Africano de Licenciamento Digital.

Esta iniciativa, da qual a SCM faz parte, permitiu que desde 2020 o início do licenciamento em Cabo Verde, das plataformas digitais que actuam no continente africano, como o Youtube, a Spotify, o Itunes, e o Deezer, a Tik Tok”.

O Tropics Business Summit, que acontece durante esta semana nas instalações da Universidade de Cabo Verde, está sob a coordenação de grupos de empresas e empresários da África do Sul e acontece em Cabo Verde, também em parceria com diferentes instituições do sector público e privado.

“Com o intuito de reunir os principais agentes de mudança do Continente Africano, o Tropics Business Summit consagra-se também num espaço singular e estratégico para que os participantes de diferentes países da África e de demais continentes interessados possam criar sinergias para a conexão de profissionais do mesmo sector”, referiu Cesarovna na sua comunicação.

Isto permite, segundo a responsável, o fomento de debates sobre questões contemporâneas e futuras, assim como trocas de ideias e informações relacionadas com as Indústrias Criativas e Economia Digital e promover políticas inovadoras para aproveitar o potencial simbiótico da Economia Digital e das Indústrias Criativas.

A mesma apresentou, ainda, a missão e visão da SCM para o sector da indústria musical cabo-verdiana, com foco na defesa da propriedade intelectual e direitos autorais dos músicos, autores, compositores, intérpretes, produtores, editores, investigadores na área da música, com a tónica na oportunidade económica da música digital apresenta.

Explicou o quão é importante a SCM ter aderido à Confederação Internacional de Sociedades de Autores e Compositores (CISAC) em 2017, fazendo parte da família que tem 228 sociedades no mundo, com intercâmbio para levar o catálogo da música cabo-verdiana para os diferentes mercados internacionais, de entre outras.

A presidente da SCM referiu ainda sobre a “grande relevância” da parceria desenvolvida com a Organização Internacional da Propriedade Intelectual – WIPO, que permite a SCM fazer, desde 2020, parte da rede das Sociedades que implementaram o Sistema Tecnológico Wipo Connect.

SR/JMV
Inforpress/Fim

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