SCM assina contrato de reciprocidade com Sociedade Portuguesa de Autores e almeja outros acordos para breve

 

Cidade da Praia, 11 Jul (Inforpress) – A Sociedade Cabo-verdiana de Música (SCM) já assinou o seu primeiro contrato de reciprocidade com a congénere portuguesa, Sociedade Portuguesa de Autores (SPAUTORES) e almeja materializar, proximamente, outros acordos.

A informação foi avançada em conferência de imprensa hoje, na Cidade da Praia, pela presidente da SCM, Solange Cesarovna, que considerou “histórico” este acordo, isto porque vai permitir que Cabo Verde tenha uma troca recíproca “justa e legítima”.

Segundo esta responsável para além deste acordo com a SPAUTORES e tendo em conta a entrada da SCM na Confederação Internacional das Sociedades de Autores e Compositores (CISAC), almejam num futuro “muito próximo” materializar outros acordos de reciprocidade com outras entidades de gestão colectiva.

Conforme explicou Solange Cesarovna, com a entrada recentemente da SCM na CISAC, os direitos dos autores e artistas cabo-verdianos, e também portugueses vão passar a ser cobradas nas regiões e mercados diferentes em que as músicas são tocadas, e que exista uma actividade económica à volta das músicas.

A presidente da SCM fez saber ainda que após a entrada na Confederação Internacional das Sociedades de Autores e Compositores (CISAC), agora, o primeiro passo estratégico é a aproximação às outras entidades activas no mundo para mapeamento e identificação de todas as obras, compositores, autores cabo-verdianos que estão a ser executados em outros territórios.

“Não temos dúvidas de que vai ser um grande ganho extraordinário para Cabo Verde, o contrato de reciprocidade com a Sociedade Portuguesa de Autores”, afirmou.

Lembrou, por outro lado, que este acordo diz que legitimamente SPAUTORES vai cobrar por todas as músicas de autores cabo-verdianos que estejam a ser utilizadas no mercado português e é também legítima à SCM fazer o repertório dos músicos e criadores portugueses em Cabo Verde.

Segundo Cesarovna, com esses acordos de reciprocidade os músicos cabo-verdianos vão estar protegidos em qualquer parte do mundo em que a sua obra esteja a ser executada.

A SCM apresentou também a sua marca, que Solange Cesarovna considera de “muito importante”, tendo em conta que estão no momento da internacionalização e coincide ainda com o momento em que em Cabo Verde está-se a desenvolver a dinâmica de querer ligar todas as ilhas à diáspora.

Segundo fez saber ainda, que a marca da SCM vai defender e levar os que actuam no domínio da música além-fronteiras, a identificarem a SCM, alargar a imagem de protecção dos direitos do autor em Cabo Verde e ainda a imagem da união da classe do sector musical no arquipélago.

FM/FP

Infoprress/Fim

 

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