Saúde: Depressão na juventude preocupa delegada de Saúde de Santa Catarina

Assomada, 07 Abr (Inforpress)- A depressão na juventude tem preocupado a delegada de Saúde de Santa Catarina (Ilha de Santiago), devido a frequentes casos de suicídio entre os jovens que têm ocorrido neste concelho.

Para assinalar o Mia Mundial da Saúde, que este ano é dedicado à depressão, a delegacia de Saúde de Santa Catarina promove hoje, na Universidade de Santiago, um fórum sobre ” Depressão, abordagem, para além dos medicamentos”.

Em declarações à Inforpress, Elisângela Tavares disse que há a necessidade de se debruçar sobre esse tema, porque, segundo revelou, neste concelho têm-se registados casos de jovens que sofrem desta doença e que têm cometido o acto de suicídio.

Apesar de não ter dados estatísticos, adiantou que a percepção que se tem é que os casos de suicídio registados estão relacionados com a depressão que têm aumentado.

E é neste sentido, que a delegacia de Saúde realiza este fórum, dirigido aos jovens, estudantes e aos funcionários para que tenham a consciência de que é possível prevenir antes de chegar ao ponto do suicídio.

“A depressão e o suicídio nos jovens são uma preocupação e a delegacia está empenhada, estamos a trabalhar em todos os postos e nos liceus a problemática do álcool e da droga, que também está associada à depressão. Vamos continuar a sensibilizar e a levar mais conhecimento para que as pessoas possam prevenir o suicídio”, referiu.

Em Santa Catarina, a maioria dos pacientes que estão em seguimento no Centro de Saúde, são mulheres, e segundo a responsável, em algumas situações, elas são mais vulneráveis do que os homens e é por isso que a depressão atinge mais às mulheres.

A depressão está ligada aos factores genético, ambiental e psicológico e de acordo com Elisângela Tavares não é só com medicamentos que se pode combater esta doença, mas também com “uma boa conversa”.

“Temos várias actividades que são feitas antes de chegar a fase de tomar medicamentos, como dinâmicas com o paciente, com a família e em grupo, realizadas pelos psicólogos. Em alguns casos, os pacientes, dependendo da análise da psiquiatria, pode-se iniciar o processo de medicação e noutros casos ocorre o internamento”, disse.

Elisângela Tavares apela aos jovens a terem uma “mente positiva” na luta contra a doença, lutar para atingirem os seus objectivos e “seguir em frente”.

“Há sempre uma solução para os problemas, por isso, os jovens não devem desistir por qualquer coisa e não sofrer por perdas ou por não ter conseguido algo, mas sim temos que levantar, depois de cada queda e olhar para frente, porque nem tudo está perdido, e vale a pena viver”, aconselhou.

AM/JMV

Inforpress/Fim

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