Sasha Montez vê participação no Miss International Queen como chance de melhorar condições da comunidade LGBTIQ+ em Cabo Verde

Cidade da Praia, 13 Jul (Inforpress) – A jovem transexual cabo-verdiana Sasha Montez, que vai representar o continente africano no concurso Miss International Queen, em Fevereiro de 2021 na Tailândia, vê esta participação como chance de melhorar as condições da comunidade LGBTIQ+ em Cabo Verde.

Em declarações à Inforpress, a jovem, de 27 anos, começou por dizer que é “uma honra” poder estar a representar Cabo Verde e o continente africano e que vê este convite como uma chance de contribuir para melhor “um pouco” as condições da comunidade LGBTIQ+ no país em questões como a saúde e o acesso ao emprego.

“Estou ansiosa e receosa. Confio 100% em mim e na beleza africana, mas todos sabemos que as candidatas de outros países já chegam melhores preparadas. Por isso estou a contar com o apoio do nosso governo e de outras instituições para que eu também vá preparada”, afirmou.

Sasha Montez, que é considerada uma referência na comunidade LGBTQ+ em Cabo Verde, recordou ainda que qualquer concurso de miss no mundo tem uma taxa de inscrição e, por isso, este não irá ser diferente.

Esta representante do continente africano e de Cabo Verde, afirmou ainda que, pelo facto de as despesas serem muitas, contará com o “máximo apoio” possível.

Para já, Sasha Montez, acreditando que foi contactada pela organização por ser conhecida, diz que não tem nenhum apoio, mas afirma que espera receber “boas notícias” nos próximos dias.

Sasha Montez foi eleita a primeira Miss Transgénero de Cabo Verde num concurso que aconteceu na cidade da Praia.

Miss International Queen, cuja detentora do título é a mexicana Valentina Fluchaire, é um concurso de beleza voltado para mulheres transgénicas de diversas partes do mundo.

A coroação acontece em Março de 2021 na cidade de Pattaya, na Tailândia, mas a viagem de Sasha está prevista para meados do mês de Fevereiro do mesmo ano.

Realizado na Tailândia desde 2004, o certame tem como missão a conscientização e a promoção de igualdade entre homens e mulheres LGBT e transgéneros, tanto na sociedade como no mercado de trabalho, enquanto todos os lucros monetários do show são doados para a Royal Charity AIDS Foundation of Thailand, o qual a vencedora vira embaixadora durante seu reinado.

GSF/CP

Inforpress/Fim

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