São Vicente/FIC: Expositores nacionais e estrangeiros de olhos postos nas oportunidades de negócios que a feira proporciona

 

Mindelo, 16 Nov (Inforpress) – Expositores nacionais e estrangeiros que participam na 21ª edição da Feira Internacional de Cabo Verde (FIC) perspectivam ao longo da exposição divulgar as suas marcas e realizar “bons” negócios, segundo declararam à Inforpress momentos após a abertura.

Joaquim Guedes, empresário português do ramo de comercialização de instrumentos musicais, no mercado europeu há 15 anos, participa pela primeira vez na FIC e, segundo avançou, Cabo Verde é um “mercado propício” para o seu negocio.

“Estas ilhas são verdadeiras incubadoras de músicos, mas sentimos que o país tem uma carência de instrumentos musicais e soluções competitivas e, por isso, viemos aqui à procura de parceiros para darmos essa possibilidade de uma forma contemplada” , explicou.

A empresa Brasileira Arquipélago Internacional Brasil participa na FIC há 10 anos consecutivos, tanto na Cidade da Praia como no Mindelo e é detentora das marcas Incolac e Refrescante, e, segundo os responsáveis, a empresa tem expandido ao longo destes anos a sua rede de distribuidores em Cabo Verde.

Segundo o sócio administrador, Emanuel Rocha, é “muito importante” para a empresa estar presente na FIC porque é uma forma de ter o contacto directo com o consumidor final e de divulgar novas marcas. Como já é habitual, a empresa apresenta sempre um produto diferente como novidade e destaca a importância de participar na feira e agarrar as oportunidades de investimentos e parcerias que a FIC proporciona para a expansão dos seus negócios.

“Sentimos este ano uma retomada na economia, o aumento do volume e acreditamos que 2018 vai ser ainda melhor que 2017, com aumento não só do número de clientes como da nossa rede de exportação para Cabo Verde”, avançou o empresário, que diz que, a cada ano, o stand da empresa na FIC fica ganha maior dimensão.

A empresa portuguesa de estratégias e planeamento Outshere, que ajuda empresas portuguesas a internacionalizarem-se participa também pela segunda vez na FIC, e desta vez quer ajudar empresas cabo-verdianas que queiram internacionalizarem-se e entrar no mercado europeu.

Conforme perspectiva o administrador, Nuno Anjos, na FIC estão presentes quase todas as grandes empresas cabo-verdianas e de outros países com potencialidades para se internacionalizarem, dai que esses cinco dias serão de contactos, com o objectivo, também, de trazer empresas portuguesas para Cabo Verde.

Dos empresários nacionais, os quais ocupam cerca de 53 por cento (%) dos stands do pavilhão da Laginha, a Inforpress conversou com a representante da “Irmãos RVM, limitada”, sobre as expectativas da empresa detentora de uma rede de lojas no Mindelo e uma na Cidade da Praia e participa na feira pela segunda vez em São Vicente.

Segundo Cibele Delgado, o sucesso da experiência de 2015 é que motivou essa nova participação, sendo a ideia apresentar mais uma vez a empresa e descobrir os potenciais clientes que os ajudará a alcançar o “grande objectivo” que é expandir para as outras ilhas de Cabo Verde.

A directora comercial da empresa nacional Iogurel, Liliana Araújo, por seu lado, destacou que a expectativa da feira é reforçar a confiança na marca que agora está presente em todas as ilhas de Cabo Verde, graças “às melhorias nas condições de transporte” inter-ilhas.

Nesta edição da FIC 2017, que decorre até domingo, 19, no Mindelo, participam cerca de 100 operadores, dos quais Cabo Verde representa 53% dos expositores, Portugal 41% Brasil 4% e China com 1%.

A organização estima que 10 mil visitantes devem passar pela FIC durante cinco dias, uma feira multi-sectorial anual que constitui o maior evento comercial com dimensão internacional em Cabo Verde.

Este ano acontece sob o Lema “ Cabo Verde o Hub para a África Ocidental”.

EC/ AA/JMV

Inforpress/ Fim

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