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São Vicente: Zona do Iraque tem situações que precisam ser resolvidas “com uma certa urgência” – secretária de Estado (c/áudio)

Mindelo, 16 Jul (Inforpress) – A secretária de Estado da Inclusão Social acredita que existem situações no bairro do Iraque, em São Vicente, que precisam ser resolvidas com uma “certa urgência”, entre as quais a inserção das pessoas no mercado de trabalho.

Lídia Lima fez esta observação à imprensa, no Mindelo, após um encontro na tarde de hoje com a população da zona, no qual estiveram presentes representantes da Câmara Municipal de São Vicente e da associação Morabi, que têm estado a intervir na comunidade.

A governante apontou como “maior problema” da comunidade a proliferação de casas de tambor, assim como existe em vários bairros de São Vicente, mas algo que a diferencia das outras é a existência da lixeira municipal logo ao lado e que “põe em causa a própria saúde das pessoas, que vivem no Iraque”.

“Há vários problemas que esta população está a vivenciar todos os dias, a câmara municipal e a Morabi têm estado a actuar, há ainda planos da ONU Habitat e do Ministério das Infraestruturas, Habitação e Ordenamento do Território para a zona. Portanto, já existe todo um projecto para a localidade, mas há situações que têm que ser resolvidas com uma certa urgência, como a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho”, sublinhou.

Para isso, segundo a mesma fonte, o Ministério da Família e Inclusão Social, através da sua pessoa, está a ouvir a população e vai trabalhar com as outras instituições.

Lídia Lima disse existir “vários programas” que podem ser direccionados para a comunidade, por exemplo, o programa de Inclusão Produtiva, que beneficia pessoas inscritas no Cadastro Social, nos grupos um e dois, de pessoas pobres e extremamente pobres.

“Este programa visa empoderar as famílias e as pessoas com capacitação, mas também com financiamento para actividades geradoras de rendimento”, explicou.

Por outro lado, asseverou, o ministério deverá participar no melhoramento do espaço “Um bracinha” criado pela Morabi e direccionado a acolher as crianças nos tempos livres e que a seu ver precisa ser melhorado.

“Vamos aperfeiçoar a estrutura, melhorar o funcionamento e alocar cuidadores para trabalharem com essas crianças aqui neste espaço”, afirmou.

Durante o encontro, em que os moradores colocaram diversos problemas, ficou a promessa da câmara municipal estudar uma alternativa para um transporte escolar e que Lídia Lima admitiu que “vai ser resolvido de imediato”, porque a distância é “relativamente longa” em relação às escolas primárias e secundárias.

As crianças da zona, considerou a secretária de Estado, podem ainda aproveitar os programas de subvenção para frequentar o pré-escolar, para que “não fique ninguém fora do sistema escolar”.

“Temos é que articular todos estes projectos com as instituições que já estão cá a trabalhar e fazer com que, realmente, haja resultados positivos nas intervenções sociais, que estão sendo desencadeadas nesta localidade”, rematou.

No encontro, que aconteceu na própria zona, em Ribeira de Julião, foram colocadas algumas preocupações da população relacionadas com água e centro de saúde, que já estão a ser articulados entre as autoridades.

LN/CP

Inforpress/Fim

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