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São Vicente: Vigilantes pedem “mais celeridade” do Governo na regulação o sector

Mindelo, 15 Out (Inforpress) – Os vigilantes das empresas de segurança privada manifestaram-se hoje, no Mindelo, para mostrar o “descontentamento” com as condições de trabalho no sector, ao mesmo tempo que pedem “mais“celeridade” do Governo na regulação do sector.

O delegado do Sindicato da Indústria, Agricultura, Comércio, Serviços e Afins (SIACSA), Jailson d’Aguiar, representante destes trabalhadores, declarou que a manifestação foi convocada para mostrarem o “descontentamento” com o posicionamento da ministra da Justiça, Janine Lélis, que terá afirmado que o Governo “já não tem nada a ver” com o acordo assinado entre oito empresas e sindicatos, em 2017, e que fora mediado pela Direcção-geral do Trabalho.

“A ministra mudou o seu discurso e agora diz que o Governo não pode assinar uma portaria de extensão para não prejudicar as outras empresas que não aderiram ao acordo de trabalho”, declarou Jailson D´Águiar, que denunciou uma “concorrência desleal” e que está a criar “toda essa instabilidade” no sector.

“Por isso, pedimos que o Governo assine a portaria para regular o sector”, reforçou.

A manifestação, a segunda convocada neste ano, realiza-se a nível nacional e, em São Vicente, reuniu cerca de cinco dezenas de trabalhadores, dos cerca de 500 existentes na ilha,  entre estes Carlos Alberto, que trabalha há 19 anos no sector, e que disse conviver com o “problema dos vigilantes”, que já se arrasta desde 2004.

“É impossível que um vigilante com 19 anos de serviço ainda esteja a ganhar 13.900 escudos com família, rendas e outras despesas, tudo caro, por pagar”, salientou, questionando a ministra da Justiça e o primeiro-ministro “se conseguiriam viver durante um mês” com esse montante.

“Nós estamos cansados”, garantiu, enumerando situações de vigilantes agredidos nos postos de trabalho que terminaram no estado de coma, e que depois foram “para casa sem nada”.

“As empresas lavam as mãos e não há ninguém que veja por nós, quando protegemos várias instâncias do Estado”, criticou Carlos Alberto, que lançou a possibilidade de partirem para uma greve geral, no final do ano, depois de uma outra feita no mês de Maio último, e que fora cancelada por requisição civil do Governo.

“Esperemos que agora a luta seja para ganhar, até ao fim”, declarou.

Entretanto, o Governo pronunciou-se sobre o assunto na manhã de hoje, através de comunicado de imprensa, em que revelou que decidiu mandar encomendar um estudo sobre a sustentabilidade económica e financeira do sector da segurança privada, para se “avaliar da necessidade ou não da regulação económica no sector”.

Outra decisão, conforme o mesmo documento, visa rever com “carácter de urgência” o regime jurídico de exercício da actividade de segurança privada, com vista a aumentar a base de empregabilidade para o sector, tendo em conta a viabilidade económica e financeira das empresas de segurança privada.

Esta resolução que, conforme o delegado do SIACSA, “vem muito atrasada” e que se mostra como uma “política de ganhar tempo”.

“É bom fazer-se um estudo e criar uma agência reguladora, mas vem muito atrasado”, criticou Jailson d’Aguiar, para quem o Governo está a “andar muito lento”.

A manifestação que se iniciou por volta das 10:30 teve como ponto de partida a Praça Dom Luís e percorreu algumas artérias da cidade, entre elas a Rua de Lisboa, a Avenida Baltazar e a Avenida 5 de Julho.

LN/AA

Inforpress/Fim

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