São Vicente: USSV desmente líder da CCSL e diz que central participou e assinou o Acordo de Concertação Social (c/áudio)

Mindelo, 01 Mar (Inforpress) – A União dos Sindicados de São Vicente (USSV) desmentiu hoje que tenha havido “corrupção e suborno” nas negociações do Acordo de Concertação Social nº1/2015, de 25 de Fevereiro, documento que “a própria CCSL assinou”.

Em conferência de imprensa, hoje, no Mindelo, o representante da USSV, filiada na União dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS), Tomás de Aquino, considerou de “completamente falsas” as acusações do líder da Confederação Cabo-verdiana dos Sindicatos Livres (CCSL), José Manuel Vaz, segundo as quais as estruturas sindicais que em 2014/15 aprovaram as alterações ao Código Laboral, em vigor, “deviam ser investigadas”.

A 22 de Fevereiro, com efeito, em conferência de imprensa, na Cidade da Praia, José Manuel Vaz foi mais longe ao considerar que tais alterações “só prejudicaram, e muito, os trabalhadores cabo-verdianos”, e questionou se “alguém” teria sido levado “pela onda de corrupção na altura, recebido em troca alguma coisa” a ponto de “pôr em causa” os direitos adquiridos dos trabalhadores cabo-verdianos.

Hoje, em conferência de imprensa, no Mindelo, Tomás de Aquino veio dizer que a CCSL “não só participou nas discussões” como “assinou”, juntamente com mais dois elementos da equipa da José Manuel Vaz, o Acordo de Concertação Social nº1/2015, de 25 de Fevereiro, que exibiu aos jornalistas.

“A CCSL deu o seu aval à totalidade das alterações feitas, à excepção de apenas dois artigos sobre a remuneração por trabalho extraordinário e um outro sobre direitos do trabalhador despedido sem justa causa”, apontou o líder sindical, descartando que tenha havido, em 2014 e 2015, “qualquer suborno ou corrupção”.

Houve, sim, continuou, “seriedade, responsabilidade e coerência” por parte dos representantes da UNTC-CS, “valores e princípios que falta a José Manuel Vaz”.

A USSV acusa ainda José Manuel Vaz de ter “apoiado avalizado o Governo”, em 1993, quando se “desferiu o maior golpe de que há memória em Cabo Verde” sobre os direitos dos trabalhadores, com a aprovação da lei 101/IV/93.

Tomás de Aquino acusou ainda a CCSL de omitir “contrapartidas conseguidas” pela UNTC-CS, aquando das discussões do Acordo de Concertação Social nº1/2015, de 25 de Fevereiro, entre elas o subsídio do desemprego, comissão independente para determinar serviços mínimos em casos de greve, aumento de número de faltas por ocasião de casamento e falecimento e aumento de créditos por horas para actividades sindicais, entre outras.


AA/FP

Inforpress/Fim

 

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