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São Vicente: UCID pede que Governo disponibilize 50 mil contos para consertar estragos e acudir famílias afectadas pelas chuvas (c/áudio)

Mindelo, 22 Set (Inforpress) – O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) pediu hoje ao Governo que disponibilize pelo menos 50 mil contos para consertar os estragos e ajudar a resolver a situação das famílias que foram afectadas pelas chuvas.

António Monteiro, que falava em conferência de imprensa na sede do partido em São Vicente, disse que a UCID está “profundamente preocupada” com a situação em que “muitas famílias estão a viver em São Vicente após as últimas chuvas”.

Segundo o político, em várias localidades, “muitas famílias ficaram desalojadas” porque as respectivas habitações “não conseguiram suportar a queda das chuvas”, “perderam bens pessoais” e foram “alojadas  em salas de aulas”.

No entender do líder da UCID “tudo isso é fruto de uma má planificação da cidade e de uma aposta errada da Câmara Municipal de São Vicente (CMSV) sobre o urbanismo da cidade do Mindelo.”

Como exemplo António Monteiro citou as zonas de Covoada de Bruxa, Alto Casa de Água em Monte Sossego, La Garrafa em Chã de Alecrim, Monte Ti Niss, em Fonte Francês,  onde  afirmou que famílias foram desalojadas, houve queda de muros e tectos que ruíram.

Para António Monteiro, “os 20 mil contos nem sequer serão suficientes” para construir os muros de suporte para a Zona de Alto de Casa de Água em Monte Sossego.

A mesma fonte avançou que “mais de 20 famílias” foram afectadas e que “pelo menos mais de 10” estão na zona de Alto Casa de Água, sete na zona de Alto Ti Niss, duas em La Garrafa e 10 em Covoada de Bruxa.

“No mínimo entendemos que precisa de uns 50 mil contos. Na zona de Monte Sossego tem que se construir muros de retenção porque as casas estão todas suspensas. Há paredes que foram mal feitas e que mais uma chuva irá desabar “, disse o presidente da UCID, para quem “o Governo deve agir já porque a CMSV está muito lenta nessa acção”.

“O Governo deve disponibilizar mais recursos e deverá ser o Governo, de forma directa, a fazer essa gestão porque estamos a viver um tempo de campanha eleitoral para a CMSV não venha a utilizar esses recursos em benefício próprio como presente de campanha”, defendeu.

António Monteiro aproveitou, igualmente, para falar das obras de asfaltagem da zona de Praça de Estrela em que diz ter constatado a realização dos trabalhos esta segunda-feira em plena chuva.

No seu entender isto “não é aconselhável”, porque “o asfalto terá que ter uma temperatura acima de 50 graus para poder ser compactado, que em tempo de chuva não se consegue”.

“Gostaríamos que quem está a fiscalizar essas obras  que  mande suspender o troço que foi ontem asfaltado,  porquanto, estamos a falar de dinheiro público e não é aceitável que, às pressas, à procura de satisfazer alguma necessidade eleitoral, se faça perder o dinheiro dos contribuintes”, disse António Monteiro.

CD/HF

Inforpress/Fim

 

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