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São Vicente: UCID pede demissão dos responsáveis da Agência de Aviação Civil

Mindelo, 27 Set (Inforpress) – O vice-presidente da UCID pediu hoje a demissão dos responsáveis da Agência de Aviação Civil (AAC), muito embora diz “não excluir” a possibilidade de “ingerência” do Governo no “recuo” da agência na mudança das tarifas aéreas.

João Santos Luís considerou que foi com “muita apreensão” que União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) soube da situação de que a Binter resolvera protelar a reserva e venda de bilhetes de passagem a partir de 28 de Outubro, data em que a medida da AAC de mudar o quadro tarifário entraria em vigor.

E depois, continuou, foi com “com espanto” que tomou conhecimento que a agência vai suspender a medida e aplicá-la a partir de 2019.

“A UCID ficou bastante triste por isto estar a acontecer em Cabo Verde”, lançou, assinalando que logo no início “desta tramóia que ao Governo fez com a Binter”, o partido mostrou o seu posicionamento, ao não concordar com a posição do executivo em “retirar o monopólio do Estado e passar para o monopólio privado”.

“Nós e quase todos os cabo-verdianos já adivinhávamos o futuro dessa situação”, reforçou João Santos Luís, que disse não entender como é que a AAC, agência “com autonomia” para tomar as decisões, depois de ouvir a contestação da operadora, “dar o dito pelo não dito”.

Para João Santos Luís cabe ao Governo resolver “esse problema que ele mesmo criou” e, neste sentido, pede a demissão dos responsáveis da agência, que, conforme a mesma fonte, “não dá garantias de autonomia” e nem de “satisfação dos interesses nacionais”.

Uma medida, que o vice-presidente da UCID exige, muito embora, não exclua a possibilidade de ”interferência” do Governo nesse “recuo”.

“Com o Governo do MpD tudo é possível, por isso não podemos excluir essa possibilidade”, lançou.

“O contribuinte, o povo cabo-verdiano está de facto tramado nas mãos deste Governo e das medidas tomadas para efectivamente fazer andar as coisas”, reforçou a mesma fonte, para quem os cabo-verdianos “não merecem”, principalmente aqueles que viajem entre as ilhas, estar numa “situação destas”.

Assim, ajuntou, pede-se ao executivo que “faça alguma coisa”, mas que “tenha a hombridade de fazer as coisas com a transparência necessária”, já que o negócio com a Binter “nunca foi  e não é transparente”.

Com este acontecimento, conforme a mesma fonte, abre-se um “precedente muito grave”, de “intimidação” à entidade reguladora e por isso, a UCID vai exigir do Governo, logo na discussão no parlamento do Orçamento do Estado, a assinatura do contrato de serviço público com a Binter.

Prometendo ir “mais longe”, para ver esse assunto resolvido, a UCID coloca a hipótese de recorrer à Procuradoria-geral da República, que “deverá envolver-se nesse processo e agir na defesa dos interesses nacionais”.

Uma decisão que pretendem tomar depois de averiguar como as “coisas vão andar nesses dias”.

LN/AA

Inforpress/Fim

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