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São Vicente: Três jovens cabo-verdianos doadores de sangue são destaque no site da OMS (c/áudio)

Mindelo, 14 Jun (Inforpress) – Três jovens cabo-verdianos, doadores de sangue, foram destacados no site da Organização Mundial da Saúde (OMS) por terem intensificado a doação neste período de pandemia da covid-19, em Cabo Verde.

Esta informação foi avançada hoje à Inforpress pela hematologista e responsável do Programa Nacional de Segurança Transfusional, Conceição Pinto, a propósito do Dia Mundial do Doador de Sangue cujas comemorações, este ano, decorrem sob o lema “doe sangue para que o mundo continue pulsando” e realçam o papel de jovens para garantir reservas de sangue seguro.

Segundo Conceição Pinto, que é também responsável pelo Banco de Sangue do Hospital Baptista de Sousa (HBS), em São Vicente, desses três cabo-verdianos destacados pela OMS, dois são de São Vicente e o outro é da ilha de Santiago e fazem parte de uma população jovem que tem vindo a responder às solicitações de doação de sangue com tendência para se tornarem doadores regulares.

“Muitos desses jovens, hoje em dia, preocupados com a possibilidade de ruptura de stock de sangue intensificaram a doação neste período de pandemia e Cabo Verde foi convidado para apresentar testemunhos de doadores, principalmente jovens, tendo em conta que o lema deste ano incentiva os jovens a fazer doação de sangue”, explicou a responsável.

Aliás, conforme a hematologista, outro dado a ressaltar é que “dois terços dos doadores em Cabo Verde são relativamente jovens e têm idades inferiores a 45 anos”.

Ou seja, clarificou, “situam-se na faixa etária entre os 25 e os 44 anos” sendo “a maior parte do sexo masculino”. Apesar disso, Conceição Pinto destacou o aumento de doadoras, com a particularidade de fazerem doações mais regulares do que os homens”.

No entanto, a mesma fonte lamentou o facto de não haver muitos doadores na faixa etária entre os 55 e os 65 anos.

“Nós acreditamos que as pessoas quando chegam a essa faixa etária acham que já estão velhos, mas também às vezes acabam por ter problemas de saúde e então não conseguem fazer doação”, justificou.

Para a mesma fonte, em termos de percentagem de dádiva benévola não remunerada, em Santo Antão teve “sempre 100 por cento (%) mostrando um ambiente muito bom para recrutamento de doadores”.

Igual ambiente encontra-se nas ilhas de São Vicente e do Sal e também não há dificuldades em fazer colheita na ilha de São Nicolau “mesmo não tendo um banco de sangue”.

Mas isso “não se verifica na ilha de Santiago que ainda não atingiu 100 % de  dádiva voluntária mesmo tendo dois bancos de sangue, um na cidade da Praia e outro em Santiago Norte”.

A responsável do Programa Nacional de Segurança Transfusional, disse que, tal como a tendência mundial, a pandemia interferiu nas actividades de promoção da dádiva de sangue e no acto da doação e, devido às limitações sanitárias impostas, há algum receio das pessoas na doação fazendo com que, de vez enquanto, a reserva sofra algum desgaste.

Explicou que nos meses de Março a Abril de 2020, após o início da pandemia, houve pouca colheita de sangue devido a vários factores, principalmente, porque o País estava em estado de emergência e as pessoas circulavam menos mas havia pouco consumo.

Conceição Pinto adiantou que, “nos meses seguintes, as pessoas continuaram a aderir de uma forma mais reduzida aos serviços de saúde”, cenário que mudou “no segundo trimestre em que houve um aumento da demanda maior do que a oferta de dadores”. Actualmente, segundo Conceição Pinto, o volume de trabalho é o mesmo que costumam ter.

Conforme a responsável do Programa Nacional de Segurança Transfusional, por causa da pandemia, tiveram de fazer uma reorganização das actividades de dádiva de sangue, evitando acções nas comunidades para evitar aglomerações, para passar a utilizar mais as redes sociais e telefones para contactar os doadores.

Em relação à colheita de sangue também reorganizaram o  serviço, com menos gente a dar sangue, de forma a minimizar os riscos de transmissão de infecção entre doadores e de doadores para funcionários. A alternativa, explicou, foi passar a interagir com os doadores de sangue e incentivá-los a fazer marcação para doarem sangue.

CD/HF

Inforpress/Fim

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